terça-feira, 18 de agosto de 2015

Família




Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas. Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus. A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença (Papa Francisco). A primeira forte impressão que me causaram estas palavras do papa foi o seu senso de realismo: não existe família perfeita, não temos pais perfeitos, não somos perfeitos etc. É como se o papa estivesse, por assim dizer, trazendo-nos à realidade, isto é: desista, você nunca vai encontrar pessoas e instituições perfeitas! Pensando bem, este é um ponto de partida fundamental para o perdão. De fato, tem uma grande dificuldade de perdoar quem exige ou guarda uma grande expectativa de que as pessoas sejam perfeitas. A reação de indignação e a consequente dificuldade de perdoar vem de esperar que as pessoas sejam perfeitas, irreprováveis. Diante de uma realidade irremediavelmente imperfeita, o perdão é o ar para respirar. Daí o papa falar que não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão. Num mundo imperfeito é o perdão que torna a pessoa e a vida saudável. 


Sem perdão, vale a pena destacar as palavras do papa para que marquem profundamente a nossa alma e a sensibilizem:
– a família 
– a sociedade
 – se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas; 
– a família adoece; 
– não há paz na alma; 
– não há comunhão com Deus; 
– a pessoa adoece física, emocional e espiritualmente; 
– vem a mágoa e a mágoa é um veneno que intoxica e mata; guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo; é autofagia. 

Por outro lado, o perdão é uma maravilha, o perdão: 
– é vital para a saúde emocional e a sobrevivência espiritual; – é assepsia da alma; 
– faxina da mente; 
– alforria (libertação) do coração; 
– traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; 
– cura onde a mágoa causou doença. 

E o papa conclui dizendo que: a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. Neste sentido, é bom perguntar-nos: – a minha família tem sido lugar de vida ou tem sido lugar de morte? – tem sido lugar de cura ou de adoecimento? – palco de perdão ou de intolerância?