quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Jornal Litoral Sul Paulista


Jornal Litoral Sul Paulista de Praia Grande editado pelo meu amigo Jonas Maciel, parabéns pelo excelente trabalho.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Inauguração do Ecoponto bairro da aviação

Benefícios dos pontos de vista econômico, ambiental e social. Envolto a estas expectativas foi inaugurado o primeiro Eco Ponto de descarte de lixo de Praia Grande, localizado no Bairro Aviação. O espaço destinado a entrega voluntária de materiais inservíveis que serão encaminhados para reciclagem, funcionará de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. A solenidade, que ocorreu na segunda-feira (16), faz parte do cronograma de atividades das comemorações do 45º aniversário de Emancipação Político-Administrativa da Cidade.

“O apoio da população será fundamental para que este projeto evolua da melhor maneira. A Administração Municipal está fazendo levantamento de áreas públicas em todos bairros da Cidade para instalação de novos Eco Pontos”, disse o prefeito praiagrandense.

A estrutura montada pela Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) no terreno de 400 metros quadrados (Rua José Alves Maciel, esquina com a Rua Hagge, próximo ao Clube de Praia São Paulo) disponibilizará à população seis caçambas. Cada uma tem a capacidade de comportar quatro metros cúbicos de resíduos. A população poderá descartar corretamente no local os seguintes materiais: vidro, papel, plástico, entulho, metal e madeira.

“Este é apenas o início de um grande projeto. Um dos grandes problemas dentro da Cidade diz respeito a quantidade de entulho jogado pelos moradores nas ruas. A população precisa utilizar corretamente o Eco Ponto para mudar essa situação. Cada um deve fazer sua parte”, declarou o titular da Sesurb.

O Eco Ponto não receberá lixo orgânico. Inicialmente a Sesurb programou duas retiradas por semana. De acordo com a necessidade, este cronograma poderá sofrer alterações. O material coletado será encaminhado para reciclagem.

“Tenho certeza que os moradores do Bairro Aviação utilizarão corretamente o Eco Ponto. Isso era uma reivindicação antiga atendida pela Prefeitura. Vou convocar meus vizinhos para que descartem corretamente seus materiais. Eu já tenho em casa umas três sacolas, com papel, vidro e garrafas pet”, comentou a aposentada Ismênia da Silva.

Coleta - A Sesurb intensificou o serviço de coleta de lixo para temporada de verão. A ação visa oferecer um atendimento com ainda mais qualidade à população e turistas neste período do ano. O trabalho é realizado pelo Consórcio EcoPraias e os resíduos são depositados no Aterro Terrestre Ambiental Ltda, no Bairro Morro das Neves, em Santos.

A Sesurb disponibiliza também aos munícipes o Disk Serviços Urbanos, uma linha gratuita para cadastro de solicitações de ações de manutenção e limpeza, além de agendamento para a retirada, na porta da residência do morador, de objetos inservíveis, como móveis e eletrodomésticos.

O Disk Serviços Urbanos funciona através do 0800-102027, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30..


Por Monica Silva Batista, MTB: 23.995
 






domingo, 15 de janeiro de 2012

Desafio de Futebol e Entrega das Faixas de Campeao Amador 2011 Assinatura da Ordem de Servico de Revitalizacao dos Campos de Futebol

Tivemos a oportunidade de conhecer o Neymar pai do Neymar Jr figura ilustre de Praia Grande.


Os campos de futebol de várzea de Praia Grande receberão melhorias nos próximos meses. O anúncio das obras, que preveem a construção de alambrados e vestiários em oito campos de futebol de clubes amadores da Cidade, foi feito pelo prefeito, onde participamos domingo (15) da festa dos campeões de 2011. O evento fez parte do calendário oficial das comemorações pelos 45 anos de Emancipação Político-Administrativa do Município. 

De acordo com o prefeito, os oito campos de futebol da Cidade receberão uma verba de R$ 250 mil, que será usada na revitalização dos gramados, instalação de alambrados, vestiários e pintura nova, além de servirem também como polos do programa SuperEscola, desenvolvido pela Secretaria de Educação (Seduc).

“Investiremos nos campos de futebol e na incrementação do programa SuperEscola, para tirar as crianças da rua. Os campos beneficiados são os seguintes: Melvi, Galo, Estrela da Vila, Cristal, Sesac, Palmeirinha, Unidos e o do Praia Grande”, disse o prefeito, destacando que os demais campos de futebol também receberão reformas, a partir de 2013.

Durante o evento, o prefeito também anunciou a obra para a iluminação de toda a extensão da rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-55), que atravessa a Cidade. Os serviços serão realizados com recursos próprios e estão orçadas em cerca de R$ 1,8 milhão.

“A licitação já foi feita e a obra deve começar em março. A iluminação será colocada nos trevos e entradas e saídas da rodovia. E isso vai beneficiar muito os moradores da região da Curva do ‘S’ até a divisa de Solemar”, comentou o prefeito.

Em relação ao investimento nos campos de futebol, vereadores e representantes dos clubes presentes agradeceram a iniciativa da Prefeitura.

“Quero agradecer ao prefeito pelo empenho no desenvolvimento do esporte em nossa Cidade, pois esse foi um dos meus primeiros pedidos. Hoje a revitalização é uma realidade. Todas essas reformas que serão feitas nos campos é fruto do trabalho feito pela equipe da Prefeitura, que pensa no crescimento de Praia Grande”, disse o vereador Hugo Ribeiro.

“Quando eu assumi a liga, tínhamos apenas uma divisão. Hoje são três divisões. Isso demonstra o crescimento do esporte na Cidade e a preocupação da Administração em relação aos esportistas. Agradeço ao prefeito pela iniciativa”, afirmou o presidente da Liga de Futebol Amador de Praia Grande, Jaime Alves Guimarães.

Por Mauricio Eirós , MTB: 26.176



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

15.800 Metros de Pavimentacao e Drenagem

 Estivemos na entrega a população do Bairro Nova Mirim (loteamento Mirim III) cerca de 15.800 metros de pavimentação e drenagem. As obras, com investimento de R$ 23,8 milhões, de responsabilidade da Secretaria de Obras Públicas (Seop), beneficiarão cerca de 20 mil pessoas que residem na localidade. A solenidade de entrega dos serviços, que ocorre sexta-feira (13), às 17 horas, na Avenida São Jorge (Campo do Galo), faz parte do cronograma de atividades comemorativas do 45º aniversário de Emancipação Político-Administrativa do Município.

Com a pavimentação e drenagem, a infraestrutura viária do Bairro passou a contar com maior qualidade. Desta forma foram eliminados pontos de alagamento, que ocorriam principalmente em época de chuvas fortes.

Os serviços executados foram: instalação de rede de drenagem, guias, sarjetas e pavimentação asfáltica. Já o Canal Acaraú Mirim recebeu revestimento nas margens com perfis metálicos e placas de concreto. Na pavimentação do leito foi utilizado agregado siderúrgico. O trecho ganhou ainda passagens de veículos e exclusiva também para pedestres.

Histórico - A entrega da primeira etapa dos trabalhos no Bairro ocorreu no final de 2008. Na oportunidade foram realizados 6 quilômetros de pavimentação e mais um trecho de 300 metros do canal (da altura da Avenida Julio Prestes de Albuquerque, Bairro Nova Mirim, até a Rua Ana de Carvalho Cruz Mourão, Bairro Anhanguera).



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Inauguração do Ambulatório de Especialidades Cirúrgicas do Hospital Municipal Irmã Dulce


Estivemos participando no dia 12, às 10h, da inauguração no Complexo de Saúde Irmã Dulce do Ambulatório de Especialidades Cirúrgicas, que faz atendimento pré e pós-cirúrgico para pacientes da rede básica. O serviço, específico para cirurgias eletivas (não emergenciais), funcionava no Centro de Especialidades Médicas, Ambulatoriais e Sociais (Cemas). O novo setor fica ao lado da entrada de funcionários do hospital, na Rua Dair Borges, bairro Boqueirão.

Além de desafogar a demanda no Cemas, a unidade proporcionará mais agilidade e comodidade no atendimento. O novo ambulatório conta com recepção com porta de vidro, quatro consultórios, uma sala de curativo, sanitário adaptado e rampa para portadores de necessidades especiais. O ambiente é climatizado com piso em porcelanato e paredes claras texturizadas, com tom verde mostarda, que proporcionam clima de acolhimento.


As equipes médicas que operam são as mesmas que atendem no ambulatório, para comodidade aos pacientes, deslocando-os para um só lugar. No ambulatório, são feitos preenchimento de guias, avaliação e solicitação de exames pré-operatórios. Depois disso, os pacientes recebem informações sobre das datas agendadas para a realização dos procedimentos no Centro Cirúrgico do hospital.



Desde que a Fundação do ABC (FUABC) assumiu o hospital, as cirurgias eletivas tiveram forte impulso para atender a demanda. Por falta de instalações adequadas no hospital, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesap) cedeu espaço no Cemas para funcionar como ambulatório. A criação de uma estrutura específica vem atender a essa necessidade.

Por Antonio Cassimiro, MTB: 29.565






 Pronunciamentos na Inaugaracão do Ambulatório de especialidades cirurgicas em Praia Grande by Osvaldo Costa



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Revitalizada, Boutique de Peixe abriga Projeto Biopesca

Estivemos presentes na revitalização da Boutique de Peixe (localizada na Avenida Castelo Branco, altura da Rua Rui Barbosa, Bairro Canto do Forte). O local funciona também como sede do Projeto Biopesca. A solenidade, que ocorreu na quarta-feira (11) e reuniu cerca de 100 pessoas no local, faz parte do cronograma de atividades comemorativas do 45º aniversário de Emancipação Político-Administrativa do Município.

“Uma revitalização nos mesmos moldes será realizada no Mercado de Peixes, localizado no Bairro Ocian. A obra terá início depois do carnaval para não atrapalhar o movimento. Com este tipo de ação oferecemos melhor qualidade de trabalho aos comerciantes, além de conforto aos munícipes e turistas que utilizam estes espaços”, destacou o prefeito praiagrandense durante a solenidade.

Criado em 1998 na própria Cidade, o Projeto Biopesca é uma ONG (organização não – governamental) que tem como objetivos principais pesquisar as atividades de pesca e suas relações com golfinhos e tartarugas marinhas. Os pesquisadores contam com espaço voltado ao estudo na dentro da própria Boutique.

Durante a entrega da revitalização, as biólogas devolveram uma tartaruga ao mar, seu habitat natural, como forma de simbolizar o trabalho desenvolvido pelo grupo.

O convívio dos pesquisadores do projeto com as comunidades pesqueiras criou um laço de confiança. Desta forma os pescadores passaram a informar sobre suas atividades e sobre as capturas acidentais de animais marinhos.

Revitalização - Os trabalhos de revitalização no prédio foram desenvolvidos pela Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb). Os profissionais realizaram atividades voltadas à manutenção geral, hidráulica e elétrica, além de nova pintura.

O principal destaque da revitalização ficou por conta da instalação de brinquedos de madeira, criando assim dois playgrounds na área do equipamento. A escolha do material ocorreu por beneficiar as ações dos profissionais da Sesurb voltadas a manutenção.

Histórico - A reforma completa da Boutique de Peixe ocorreu em 2008. Na oportunidade foram investidos R$ 547 mil. Desde então o local oferece melhor infra-estrutura a comerciantes e consumidores. Dos 16 boxes do projeto inicial, cinco foram reconstruídos. Este é o número de pescadores artesanais estabelecidos atualmente no local. Desta forma ocorreu a ampliação da área de trabalho. Cada espaço individual passou a contar com 13 metros quadrados. Existe ainda área de serviço para instalação de freezer e depósito para as redes.





sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Carnaval 2012 de Praia Grande

O evento é organizado pela Libesa. Até metade dos anos 2000, não havia um número fixo de escolas que desfilavam no carnaval da cidade, quando em 2009 houve uma reestruturação do evento, com a criação da Libesa e com diversas parcerias (a principal delas com Prefeitura), que definiu as divisões e a quantidade de agremiações em cada uma delas, organizando e elevando ainda mais a qualidade dos desfiles.

Nesse ano, 14 agremiações desfilaram na divisão principal e 7 na divisão de acesso, onde os cinco primeiros blocos mais bem colocados na apuração receberam incentivos para que se tornem escolas de samba e desfilarem já em 2010 no Grupo Especial, junto às tradicionais Vila do Sapo e Império.


Devido ao número elevado de desfiles, o evento ocorria em três dias: sábado, domingo e segunda-feira. Assim permaneceu até 2011, quando se estabeleceu o número de 6 escolas (Grupo Especial) e 8 escolas (Grupo de Acesso), e concentrando os desfiles aos domingos e segundas-feiras no Sambódromo de Praia Grande, com capacidade para receber um público de 20 mil pessoas por noite, com camarotes, praça de alimentação e banheiros químicos.

Na Terça-Feira é feita a apuração para definir as escolas campeãs.




Já está definida a corte do Carnaval da Família 2012, de Praia Grande. Marcelo Serafim e Jenyffer Diana da Silva, ambos da escola Folia 99, foram eleitos Rei Momo e Rainha do carnaval, em evento realizado na sexta-feira (6), na Colônia de Férias do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, no Bairro Guilhermina. A eleição, organizada pela Liga dos Blocos e Escolas de Samba (Libesa), teve o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Praia Grande. Na oportunidade, também foram definidos os cidadão e cidadã do samba, embaixatriz, princesa e musa do carnaval. A missão desse time de foliões é a de divulgar a festa pela Cidade e abrir oficialmente os desfiles no Sambódromo Municipal.

A abertura do evento contou com apresentações do grupo de dança Swingueira e também das baterias das Escolas de Samba Casa do Mestiço e Folia 99, primeiro e segundo lugar, respectivamente, no Carnaval 2011.

O presidente da Libesa, Antonio Carlos de Oliveira, aproveitou a oportunidade para agradecer o apoio da Administração Municipal ao Carnaval da Família. “Com a verba que recebemos da Prefeitura, a boa vontade das comunidades e nosso amor por essa festa popular, o Carnaval 2012 da cidade vai ser um dos melhores da região”, afirmou.

Confira lista completa de eleitos para a Corte Carnavalesca 2012 de Praia Grande:

Marcelo Serafim (Folia 99) - Rei Momo;
Jenyffer Diana da Silva (Folia 99) – Rainha;
Marisa dos Santos Batista (Mancha Verde) – Princesa;
Andreia Santos da Silva (Amigos do Samba) – Musa;
Luciana Veríssimo (Amigos do Samba) – Cidadã do Samba;
José Carlos (Cesac) - Cidadão Samba;
Gezebel de Moraes Moreira (Favoritos do Forte) - Embaixatriz do Samba.

Carnaval – Resultado de uma parceria entre a Libesa e a Prefeitura de Praia Grande, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, o Carnaval da Família 2012 promoverá dois dias de desfiles gratuitos na Passarela do Samba João Apolônio, montada no Complexo Esportivo e Cultural Leopoldo Estásio Vanderlinde, ao lado do Terminal Rodoviário Tude Bastos, Bairro Sítio do Campo.

Os desfiles serão realizados nos dias 20 e 21 de fevereiro, das 20 às 03 horas. Serão 14 Escolas de Samba a se apresentarem, divididas em Grupo Especial (seis escolas) e 1° Grupo (com oito agremiações), e mais a abertura tradicional do Bloco Afoxé. Segundo a Sectur, o evento deve atrair aproximadamente público de 50 mil pessoas.
Por Jaqueline de Marco, MTB: 52.981


Confira a programação dos desfiles:

- Desfile oficial 1º grupo (segunda-feira, dia 20 de fevereiro)


Abertura Oficial do evento - Corte e Afoxé Laroyé – às 20h
1ª G.R.C.E.S. Amigos do Samba – das 20h30 às 21h10
2ª G.R.C.E.S. João Apolônio Cesac - Forte – das 21h20 às 22h
3ª G.R.C.E.S. Unidos da Ocian – das 22h10 às 22h50
4ª G.R.C.E.S. Guaratude – das 23h às 23h40
5ª G.R.C.E.S. Acadêmicos de Praia Grande – das 23h50 à 0h30
6ª G.R.C.E.S. Cristal de Praia Grande – da 0h40 à 1h20
7ª G.R.C.E.S. Moc. Indep. Star na Avenida – da 1h30 às 2h10
8ª G.R.S.C.E.S. Unidos da Vila do Sapo – das 2h20 às 3h

- Desfile oficial grupo especial (terça-feira, 21 de fevereiro)


1ª G.R.E.S. Folia 99 FM – das 21h às 21h50
2ª G.R.C.E.S. Cangibrinos (Império da Baixada) – das 22h às 22h50
3ª G.R.C.E.S. Casa do Mestiço – das 23h às 23h50
4ª G.R.C.E.S. Mancha Verde – Baixada – da 0h à 0h50
5ª G.R.C.E.S. Favoritos do Forte – da 1h à 1h50
6ª G.R.C.E.S. Acadêmicos da Ilha do Caieiras – das 2h às 2h50




terça-feira, 3 de janeiro de 2012

História de Praia Grande #3

OS MORADORES DE PRAIA GRANDE

Os primeiros da região. Montes de conchas. Preservação dos Sambaquis. Populações indígenas em nosso litoral. Os europeus invadem as terras brasileiras. A escravidão Indígena. No tempo dos sítios

Os primeiros da região

Você sabe que os mais antigos habitantes do Brasil são os povos indígenas. Aqui, na Praia Grande, viviam comunidades de índios. Mas, quem eram eles? Como viviam? Que língua falavam? Quais seus costumes? Como se alimentavam? Existem descendentes hoje destes antigos habitantes?
É difícil obter informações sobre as pessoas que moravam há muito tempo em um lugar. É preciso realizar uma grande pesquisa. Mas, quem faz este tipo de pesquisa?
Quem pesquisa informações sobre povos muito antigos são os arqueólogos. Eles estudam objetos, restos de alimentos, fogueiras, lixo, ruínas de casas e esqueletos de pessoas de milhares de anos atrás. Analisam estes materiais e conseguem informações importantes sobre os costumes das pessoas que viveram em um determinado lugar.
Aqui, nesta região do litoral de São Paulo, os arqueólogos encontraram muitos objetos de povos que viveram por volta de 6000 a 7000 A.P.. Isto indica que a Praia Grande tem uma ocupação muito antiga.
A.P. - significa antes do presente.

Montes de conchas

Os mais antigos objetos encontrados no litoral paulista estavam no que poderia se chamar de "Montes de conchas". Isto é, os povos que ocupavam o litoral comiam principalmente mariscos, ostras, berbigão e peixes. Após se alimentarem, deixavam os restos desta alimentação sempre no mesmo local, formando um grande monte de conchas e ossos, chamado pelos arqueólogos de sambaqui.
A palavra sambaqui é de origem indígena, especificamente da língua tupi - tampa = conchas e ki = colina.
Os sambaquis chegam a ter cerca de 20 a 30 metros de altura e, dentro deles, os arqueólogos já encontraram diversos objetos: ossos de aves e outros animais, machados esculpidos em pedra lascada ou em osso, instrumentos de corte como facas e esqueletos de pessoas ali sepultadas. Junto com os esqueletos foram encontrados enfeites e outros objetos que deviam ser de uso pessoal do morto.
Os estudiosos chamam estes povos antigos de Cultura Sambaqui.
Os sambaquis também são conhecidos por casqueiras, caieiras ou caleiras, ostreiras ou berbigueiras, concheiras.
Os homens e mulheres dos sambaquis desapareceram há 1000 anos e não se sabe como isto aconteceu. Os esqueletos encontrados indicam que eram baixos e fortes e muito diferentes fisicamente dos índios Tupi que os portugueses encontraram aqui no nosso litoral 500 anos atrás.

Preservação dos sambaquis

Você acha que é importante preservar os sambaquis? Que conselhos você daria a uma pessoa que estivesse destruindo um local como este?
Não existem mais sambaquis aqui na Praia Grande. Foram destruídos por pessoas que não sabiam da sua importância para conhecer a história dos primeiros moradores destas praias.
Antigamente, quando os portugueses chegaram aqui, as pessoas pegavam as conchas dos sambaquis para fazer cal e usá-lo na construção de casas. Trituravam as conchas, queimavam em fornos e misturavam o pó com óleo de baleia e açúcar mascavo. Faziam então uma argamassa, usada para juntar as pedras nas construções, assim como fazemos hoje com o cimento. Durante centenas de anos foram construídos muros, casarões e igrejas com os sambaquis.

Populações indígenas em nosso litoral

Há 1000 anos, logo após o desaparecimento da cultura sambaqui, novos habitantes passaram a morar nesta região, como indicam os estudos dos arqueólogos. Eram povos indígenas que, além de pescar, caçar e coletar frutos e mel na mata, sabiam fazer potes de cerâmica e produzir hortas e quintais de mandioca, batata doce, maracujá, algodão, abóbora, feijão e inúmeros outros alimentos.
Há 500 anos, permaneciam aqui os povos indígenas. Segundo o relato de europeus, eram principalmente povos de língua Tupi, como os Tupinambá, os Tupiniquim e os Carijó, que, infelizmente, não existem mais neste litoral. Morreram nas guerras, na escravidão e de doenças trazidas pelos invasores estrangeiros.
Muitos costumes dos povos indígenas que viviam nesta região foram relatados em diários de viagens e em tratados de estudo escritos por europeus, que passaram por aqui, fixaram sua moradia nestas terras ou naufragaram nestas praias.
Você já ouviu falar de Hans Staden? Ele foi artilheiro de um navio que, em 1551, escapou de um naufrágio no litoral sul do Brasil. Quando voltou para a Europa, escreveu um livro relatando sua aventura.
Neste livro, ele conta como sobreviveu, o tempo que ficou prisioneiro dos Tupinambá e o que observou da vida das pessoas aqui no Brasil, principalmente os diferentes costumes dos povos indígenas.
Segundo Hans Staden, os índios Tupi do litoral preferiam morar em lugares onde encontravam água, lenha para o fogo, caça e pesca. Quando esgotava o alimento do local, mudavam-se para outro. Construíam grandes cabanas arredondadas, cobertas com palha de palmeira, sem divisória interna, onde moravam várias famílias. Cada uma ficava com um canto da cabana, onde acendia o seu fogo. Em uma aldeia havia cerca de sete cabanas.
Os índios Tupi também plantavam suas roças. Derrubavam as árvores e deixavam o local secar. Depois de três meses, tocavam fogo no terreno. Então, plantavam a mandioca.
Com as raízes da mandioca faziam diferentes alimentos. Com a goma fina faziam beijú, um tipo de tapioca apreciada até hoje em certas regiões do Brasil. Com a massa seca e mais grossa faziam a farinha, que era torrada em uma travessa bem grande de barro.
Você preserva alguns destes costumes indígenas? Você gosta de comer farinha de mandioca? Conhece tapioca?


Os europeus invadem as terras brasileiras

Onde estão as aldeias indígenas hoje? O que aconteceu com os Tupinambá, os Tupiniquim e os Carijó?
A maior parte dos índios que vivia no território brasileiro entrou em confronto com os europeus que chegaram aqui a partir de 1500. As lutas e as guerras foram constantes. De um lado, os índios combatiam com arco e flecha e do outro os portugueses usavam suas armas de fogo e seus canhões. Além disso, muitos índios foram mortos pelas doenças trazidas da Europa e da África, como as gripes, a varíola, o sarampo, certas disenterias e a lepra.
Os europeus foram pouco a pouco conquistando as terras e procurando meios de enriquecer. Aqui, na região de São Vicente, resolveram implantar engenhos de açúcar, para vender para a Europa, como faziam com sucesso nas ilhas conquistadas por eles no Atlântico.
Da Europa, eles trouxeram o costume de considerar inferior todo trabalho penoso, que exigisse força braçal, comércio ou envolvesse ofício artesanal. Os homens ricos e nobres, chamados na época de "homens bons", só podiam mandar, administrar sua propriedade ou exercer cargos públicos ou militares. Mesmo os homens pobres, que tinham que trabalhar duro para sobreviver, desejavam se transformar em "homens bons" e costumavam considerar inferior certos tipos de trabalho.
Com estes costumes, os portugueses, na capitania de São Vicente, começaram a utilizar os índios (gentios da terra), capturados nas guerras e escravizados, para trabalhar em seus engenhos, transportar cargas nas viagens e realizar serviços domésticos. Todo tipo de trabalho que exigisse esforço era imposto aos índios.

A escravidão Indígena

Pelas leis portuguesas dos séculos XVI e XVII era proibido caçar índios e transformá-los em escravos. Mas, as mesmas leis permitiam capturar e escravizar índios por meio do que se chamava de "guerra justa". Qualquer conflito entre os colonos e os índios, que desencadeasse uma guerra, podia ser o pretexto para aprisioná-los e levá-los ao cativeiro.
Os habitantes de São Vicente, Santos e São Paulo criavam guerras só para aprisionar índios e escravizá-los. Preferiam sempre os tupis e guaranis, que consideravam de mais fácil convívio, apesar deles serem os principais aliados dos portugueses desde o início da colonização. A maioria das guerras eram então injustas e podiam ser contestadas pela lei. Para manter a aparência e não ter escravos índios ilegalmente, muitos colonos afirmavam que tinham "gentios forros", ou seja, "índios livres".
Em testamentos de sitiantes e fazendeiros do século XVII há muitos "gentios forros" que são heranças deixadas de pai para filho, indicando que na verdade viviam sem liberdade.
É com a lei portuguesa de 1680 que se proíbe, sem nenhuma condição, a escravização dos índios. Mas, mesmo sendo ilegal, o aprisionamento e a escravização continuaram pelos séculos seguintes.

No tempo dos sítios

Alguém já foi a sua casa perguntar quantas pessoas vivem nela e o que fazem? Você sabe o que é recenseamento?
Recenseamento é feito para saber quantas pessoas vivem num lugar, qual a idade delas, se estudam, se trabalham. Com esses dados é possível conhecer a população do local, do que vive, no que trabalha, no tipo de casa que mora e assim por diante.
Quantas pessoas vivem na sua casa? Qual a idade e qual o sexo de cada uma delas? Quem trabalha na sua casa e o que faz? Quem estuda? Qual o tipo de construção de sua casa? alvenaria? madeira? Sua casa é. . . própria ? alugada ? cedida ?
No Brasil já foram feitos muitos recenseamentos. Alguns deles, foram realizados séculos atrás e são fontes importantes de informação sobre as pessoas que viviam e como viviam aqui na Praia Grande. Gaspar, Joaquim, Narciso, Lourenço, Felipa, Escolastica, Cristovão, Cleto, Onofre, Lorença, Faustino, Anna, Josefa entre outros são nomes de pessoas que viveram em sítios na região de Praia Grande no ano de 1765. Sabemos disso porque, neste ano, foi realizado o primeiro recenseamento da capitania, mandado fazer pelo governador D. Luiz Antonio de Souza Botelho e Mourão. Segundo o recenseamento, entre as "Prayas de Taypus e Mongagua", como era conhecido este nosso trecho da orla no recenseamento de 1765, existiam muitos sítios na região e agricultores que utilizavam o trabalho de negros forros e escravos para produzir e abastecer a Vila de São Vicente e Santos de produtos agrícolas e artesanais.
Pelos recenseamentos dos primeiros anos de 1800 e outros documentos da época, os moradores daqui criavam algumas cabeças de gado e plantavam arroz, mandioca, cana de açúcar, milho, feijão, batata doce, abacaxi, pimenta, tomate, laranja e café. Cortavam árvores para produzir madeira e faziam chapéus de palha, aguardente e farinha, que vendiam parte nas vilas de São Vicente e Santos para comprar outros produtos que necessitavam.
Quem fazia o trabalho da roça e os serviços da casa eram os escravos negros, de origem africana. Eram tantos na época, que constituíam mais da metade da população da região.
Hoje em dia, nada sobrou dos sítios e dos pequenos engenhos. Permanecem apenas os nomes de alguns deles nos nomes de bairros atuais. Você pode imaginar então que a vida na região era muito diferente. Se hoje existem casas, prédios e lojas; antigamente aqui era uma zona rural.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Angelus: "Que Maria olhe com ternura para seus filhos marcados por violências e perseguições"



Cidade do Vaticano (RV) – "Que o ano que se inicia seja um tempo de esperança e de convivência pacífica para o mundo inteiro." Estes são os votos formulados por Bento XVI no primeiro Angelus de 2012.

Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça S. Pedro, o Papa convidou a contemplar a Face de Deus, que foi revelada em Jesus através de sua Mãe. "Graças ao seu generoso 'sim', apareceu no mundo a verdadeira luz que ilumina todos os homens e nos foi reaberto o caminho da paz."

O Pontífice recordou a celebração do Dia Mundial da Paz, que chega à sua 45ª. edição, em que destaca a necessidade e a urgência de oferecer às novas gerações percursos educativos adequados para uma formação integral da pessoa:

"Hoje, os jovens olham para o futuro com certa apreensão, manifestando aspectos de sua vida que merecem atenção, como a dificuldade de formar uma família e de encontrar um emprego estável. Convido todos a terem a paciência e a constância de buscar a justiça e a paz. A paz nunca é um bem plenamente alcançado, mas uma meta à qual todos devemos aspirar e pela qual todos devemos trabalhar", disse o Papa.

Bento XVI se dirigiu aos responsáveis pelas Nações, para que renovem a disponibilidade e o compromisso de acolher e favorecer esse anseio da humanidade à paz, confiando o ano que se inicia à intercessão de Maria, para que seja um tempo de esperança e de convivência pacífica para o mundo inteiro.

Após a oração mariana, o Papa saudou os fiéis presentes em várias línguas e pediu o fim das guerras, das divisões e das inimizades entre os homens. Nas áreas em conflito, convidou todos à oração para que prevaleçam a reconciliação e o perdão, e por uma distribuição mais justa dos recursos do mundo. À "Rainha da Paz", pediu que olhe com ternura para seus filhos marcados pela violência e pelas perseguições e que estão em busca de um mundo mais fraterno.

Em português, disse: "Aos peregrinos de língua portuguesa, às suas famílias e nações, desejo um Ano Novo feliz e santo, na paz de Cristo!"

(BF)