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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Outros acontecimentos para o dia 03 de agosto:


DIA DO CAPOEIRISTA – Século 19. Abolida a escravidão, nas principais cidades portuárias, negros se oferecem para carregar móveis, mercadorias, dejetos. Defendem-se por meio da capoeira. Ora empregando a agilidade, ora valendo-se também de cacetes e facas. Maltas aterrorizavam a população. Com a República, em 1889, Deodoro da Fonseca (1827-1892) inicia campanha de combate à capoeira. Em outubro de 1890, promulga a Lei 487, de Sampaio Ferraz, que prevê de dois a seis meses de trabalho forçado na Ilha de Fernando de Noronha. No art. 402, “Dos vadios capoeiras”, lê-se: Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeiragem; andar em correria, com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou desordem, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal. Pena – prisão celular de dois a seis meses.

Parágrafo único – é considerada circunstância agravante pertencer o capoeira a algum bando ou malta. Aos chefes e cabeças se imporá a pena em dobro. Ao assumir o poder com a Revolução de 1930, Getúlio Vargas liberou uma série de manifestações populares, entre elas a capoeira, que hoje aspira até a figurar nos jogos olímpicos.

Primeira Guerra Mundial

Em 3 de agosto de 1914, França, Bélgica e Grã-Bretanha declaram guerra à Alemanha, iniciando a Primeira Guerra. O estopim foi o assassinato do príncipe do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em 28 de junho. Entre 28 de julho e 3 de agosto, todas as potências entram na guerra (menos a Itália).

1492 - Cristóvão Colombo, convencido da esfericidade da Terra, propõe à Coroa portuguesa chegar às Índias navegando rumo ao Ocidente, cruzando o oceano Atlântico. A proposta é recusada e, em 1485 - Colombo vai para a Espanha, onde oferece seu projeto aos reis católicos Fernando e Isabel, que aceitam patrocinar a viagem. Parte do Porto de Palos em 3 de agosto de 1492 com uma frota composta das caravelas Santa Maria, Pinta e Niña

Zarpa de Palos de Moguer a frota comandada por Cristóvão Colombo, composta pelas três caravelas ("Pinta", "Nina" e "Santa Maria"). Esta viagem culminou com o descobrimento da América.

1500 - Assassinato de Alfonso de Nápoles, marido de Lucrecia Borges.


1589 - Enrique de Navarra é coroado rei da França, após o assassinato de Enrique III.

1645 - Dia da batalha do Monte das Tabocas (Guerra Holandesa).

1680 - O duque Leopoldo da Áustria sitia a fortaleza do ducado de Julich, em nome do Santo Império Romano.

1767 - Tropas da Birmânia invadem o Sião (atual Tailândia).

1881 - Tropas britânicas ocupam a cidade de Suez.

1902 - Nascimento de um dos maiores nomes do samba brasileiro e fundador da Estação Primeira de Mangueira, Carlos Cachaça.

1906 - Um tratado entre os governos britânico e chinês é assinado em Pequim, estabelecendo que ambos os países se comprometem a respeitar a independência do Tibet.

1908 - Nascimento do ex-presidente brasileiro Ernesto Geisel.

1912 - A Turquia concede uma autonomia limitada à Albânia.

1914 - França, Bélgica e Grã-Bretanha declaram guerra à Alemanha, iniciando a Primeira Guerra. O estopim foi o assassinato do príncipe do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em 28 de junho. Entre 28 de julho e 3 de agosto, todas as potências entram na guerra (menos a Itália).

1918 - A armada inglesa desembarcou em Vladivostok

1922 - A Rádio WGY de Nova York leva ao ar a peça "O Lobo", de Eugen Walter. Esta foi a primeira transmissão de uma peça radiofônica.

1924 - Morre Joseph Conrad, escritor britânico.

1940 - Segunda Guerra Mundial: tropas italianas iniciam a conquista da Somália inglesa.

1940 - A URSS anexa os estados Bálticos.

1940 - Nasce Martin Sheen, ator norte-americano.

1944 - As tropas aliadas libertam Bruxelas.

1945 - Na Checoslováquia, foi retirada a cidadania aos alemães e húngaros aí residentes

1947 - Holandeses e indonésios aceitam o cessar-fogo na Indonésia, após pedido da ONU.

1952 - Fim dos Jogos Olímpicos de Helsinki, nos quais a URSS participa, como União, pela primeira vez, após a participação como Rússia há 40 anos.

1954 - Morre Gabrielle Claudine Colette, escritora francesa.

1957 - Proclamação da independência da Malásia.

1958 - O submarino Nautilus, dos Estados Unidos, propulsionado por combustível atômico, realiza a primeira navegação na história abaixo da camada de gelo do Pólo Norte.


1959 - O submarino americano Nautilus passou por baixo do Pólo Norte


1966 - Morre René Schick, presidente da Nicarágua.

1966 - Nicolai Podgorny foi eleito chefe do Presidium do Soviete Supremo da URSS

1967 - A Venezuela se incorpora à Associação Latino-Americana de Livre Comércio.

1968 - Eclodiu um Golpe de Estado no Congo-Brazzaville

1969 - Sangrentos conflitos em Belfast, que duram 16 dias.

1975 - Um avião comercial fretado cai em Agadir, Marrocos, e 188 pessoas morrem.

1977 - Morrem 150 mineiros na explosão de uma mina em Moçambique.

1977 - A escritora Rachel de Queiroz é a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras.

1979 - Golpe de Estado militar em Guiné Equatorial contra o presidente Macías, cometido por seu sobrinho e ministro de Defesa, Teodoro Obiang Nguema.

1980 - Fim dos Jogos Olímpicos de Moscou, boicotados pelos Estados Unidos e por um amplo grupo de países ocidentais, em protesto pela invasão soviética ao Afeganistão.


1981 - Um golpe militar derruba o presidente da Bolívia, general Luis García Meza, substituído por uma Junta Militar presidida pelo general Celso Torrelio.

1984 - Primeira greve geral na Argentina contra o governo do presidente Raúl Alfonsín.


1985 - Morrem 130 dos 160 ocupantes de um avião que explodiu no aeroporto de Dallas (EUA).

1987 - Forças navais iranianas iniciam as manobras "Martirio", que eram ataques suicidas contra navios civis ou militares no Golfo Pérsico.

1988 - O fim da censura e da tortura, além da liberdade de expressão intelectual e de imprensa no Brasil, é aprovado pela Assembléia Nacional Constituinte.

1989 - Alí Akbar Hashemi Rafsanyani torna-se presidente do Irã.

1992 - Os presidentes da Rússia e da Ucrânia concordam em colocar a frota do Mar Negro sob comando conjunto.

1994 - O Parlamento israelense aprova o acordo realizado em Washington no dia 26 de julho deste ano, no qual Israel e Jordânia põem fim a 46 anos de estado de guerra.

1994 - Terroristas islâmicos, vestidos como agentes policiais, matam a tiros três guardas militares franceses e dois funcionários consulares quando tentavam colocar uma bomba no complexo diplomático em Argel.

1996 - Atentado terrorista no metrô de Paris.

1996 - A seleção masculina de futebol da Nigéria derrota a Argentina e ganha a medalha de ouro na Olimpíada de Atlanta. Esta foi a maior premiação no futebol alcançada por um país africano.

1996 - Depois de 20 anos de carreira, o cestinha Oscar Schmidt faz seu último jogo oficial pela seleção brasileira de basquete. A equipe brasileira perde para a Grécia por 91 a 72.

1997 - O aiatolá Ali Jamenei, máximo líder espiritual do Irã, confirma no comando do Estado o presidente eleito, Mohamed Jatamí.

1997 - Morre o escritor William Burroughs, criador de "Tarzan".

1998 - Morre Alfred Schnittle, compositor russo.

2000 - A União Européia inicia a discussão de um caso contra a empresa norte-americana Microsoft, alegando que a companhia aplicava uma discriminação na concessão de licenças e negava-se a fornecer informações essenciais sobre seu sistema operacional Windows.

2001 - O Fundo Monetário Internacional anuncia que emprestará 1,2 milhões de dólares à Argentina e ampliará a linha de crédito de 1,5 bilhões ao Brasil, para evitar que os problemas econômicos dessas nações se propaguem na América Latina.

2001 - O gigante norte-americano Citigroup compra a maioria do capital da Banamex-Accival (Banacci) e se torna o grupo financeiro mais importante do México.

2005 - Snuppy é o primeiro cão clonado do mundo

2008 - A menor serpente do mundo, de cerca de 10 cm de comprimento e tão fina quanto um espaguete, foi descoberta na ilha caribenha de Barbados por Blair Hedges, um biólogo da Universidade Estatal da Pensilvânia, nos EUA.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

História de Praia Grande #3

OS MORADORES DE PRAIA GRANDE

Os primeiros da região. Montes de conchas. Preservação dos Sambaquis. Populações indígenas em nosso litoral. Os europeus invadem as terras brasileiras. A escravidão Indígena. No tempo dos sítios

Os primeiros da região

Você sabe que os mais antigos habitantes do Brasil são os povos indígenas. Aqui, na Praia Grande, viviam comunidades de índios. Mas, quem eram eles? Como viviam? Que língua falavam? Quais seus costumes? Como se alimentavam? Existem descendentes hoje destes antigos habitantes?
É difícil obter informações sobre as pessoas que moravam há muito tempo em um lugar. É preciso realizar uma grande pesquisa. Mas, quem faz este tipo de pesquisa?
Quem pesquisa informações sobre povos muito antigos são os arqueólogos. Eles estudam objetos, restos de alimentos, fogueiras, lixo, ruínas de casas e esqueletos de pessoas de milhares de anos atrás. Analisam estes materiais e conseguem informações importantes sobre os costumes das pessoas que viveram em um determinado lugar.
Aqui, nesta região do litoral de São Paulo, os arqueólogos encontraram muitos objetos de povos que viveram por volta de 6000 a 7000 A.P.. Isto indica que a Praia Grande tem uma ocupação muito antiga.
A.P. - significa antes do presente.

Montes de conchas

Os mais antigos objetos encontrados no litoral paulista estavam no que poderia se chamar de "Montes de conchas". Isto é, os povos que ocupavam o litoral comiam principalmente mariscos, ostras, berbigão e peixes. Após se alimentarem, deixavam os restos desta alimentação sempre no mesmo local, formando um grande monte de conchas e ossos, chamado pelos arqueólogos de sambaqui.
A palavra sambaqui é de origem indígena, especificamente da língua tupi - tampa = conchas e ki = colina.
Os sambaquis chegam a ter cerca de 20 a 30 metros de altura e, dentro deles, os arqueólogos já encontraram diversos objetos: ossos de aves e outros animais, machados esculpidos em pedra lascada ou em osso, instrumentos de corte como facas e esqueletos de pessoas ali sepultadas. Junto com os esqueletos foram encontrados enfeites e outros objetos que deviam ser de uso pessoal do morto.
Os estudiosos chamam estes povos antigos de Cultura Sambaqui.
Os sambaquis também são conhecidos por casqueiras, caieiras ou caleiras, ostreiras ou berbigueiras, concheiras.
Os homens e mulheres dos sambaquis desapareceram há 1000 anos e não se sabe como isto aconteceu. Os esqueletos encontrados indicam que eram baixos e fortes e muito diferentes fisicamente dos índios Tupi que os portugueses encontraram aqui no nosso litoral 500 anos atrás.

Preservação dos sambaquis

Você acha que é importante preservar os sambaquis? Que conselhos você daria a uma pessoa que estivesse destruindo um local como este?
Não existem mais sambaquis aqui na Praia Grande. Foram destruídos por pessoas que não sabiam da sua importância para conhecer a história dos primeiros moradores destas praias.
Antigamente, quando os portugueses chegaram aqui, as pessoas pegavam as conchas dos sambaquis para fazer cal e usá-lo na construção de casas. Trituravam as conchas, queimavam em fornos e misturavam o pó com óleo de baleia e açúcar mascavo. Faziam então uma argamassa, usada para juntar as pedras nas construções, assim como fazemos hoje com o cimento. Durante centenas de anos foram construídos muros, casarões e igrejas com os sambaquis.

Populações indígenas em nosso litoral

Há 1000 anos, logo após o desaparecimento da cultura sambaqui, novos habitantes passaram a morar nesta região, como indicam os estudos dos arqueólogos. Eram povos indígenas que, além de pescar, caçar e coletar frutos e mel na mata, sabiam fazer potes de cerâmica e produzir hortas e quintais de mandioca, batata doce, maracujá, algodão, abóbora, feijão e inúmeros outros alimentos.
Há 500 anos, permaneciam aqui os povos indígenas. Segundo o relato de europeus, eram principalmente povos de língua Tupi, como os Tupinambá, os Tupiniquim e os Carijó, que, infelizmente, não existem mais neste litoral. Morreram nas guerras, na escravidão e de doenças trazidas pelos invasores estrangeiros.
Muitos costumes dos povos indígenas que viviam nesta região foram relatados em diários de viagens e em tratados de estudo escritos por europeus, que passaram por aqui, fixaram sua moradia nestas terras ou naufragaram nestas praias.
Você já ouviu falar de Hans Staden? Ele foi artilheiro de um navio que, em 1551, escapou de um naufrágio no litoral sul do Brasil. Quando voltou para a Europa, escreveu um livro relatando sua aventura.
Neste livro, ele conta como sobreviveu, o tempo que ficou prisioneiro dos Tupinambá e o que observou da vida das pessoas aqui no Brasil, principalmente os diferentes costumes dos povos indígenas.
Segundo Hans Staden, os índios Tupi do litoral preferiam morar em lugares onde encontravam água, lenha para o fogo, caça e pesca. Quando esgotava o alimento do local, mudavam-se para outro. Construíam grandes cabanas arredondadas, cobertas com palha de palmeira, sem divisória interna, onde moravam várias famílias. Cada uma ficava com um canto da cabana, onde acendia o seu fogo. Em uma aldeia havia cerca de sete cabanas.
Os índios Tupi também plantavam suas roças. Derrubavam as árvores e deixavam o local secar. Depois de três meses, tocavam fogo no terreno. Então, plantavam a mandioca.
Com as raízes da mandioca faziam diferentes alimentos. Com a goma fina faziam beijú, um tipo de tapioca apreciada até hoje em certas regiões do Brasil. Com a massa seca e mais grossa faziam a farinha, que era torrada em uma travessa bem grande de barro.
Você preserva alguns destes costumes indígenas? Você gosta de comer farinha de mandioca? Conhece tapioca?


Os europeus invadem as terras brasileiras

Onde estão as aldeias indígenas hoje? O que aconteceu com os Tupinambá, os Tupiniquim e os Carijó?
A maior parte dos índios que vivia no território brasileiro entrou em confronto com os europeus que chegaram aqui a partir de 1500. As lutas e as guerras foram constantes. De um lado, os índios combatiam com arco e flecha e do outro os portugueses usavam suas armas de fogo e seus canhões. Além disso, muitos índios foram mortos pelas doenças trazidas da Europa e da África, como as gripes, a varíola, o sarampo, certas disenterias e a lepra.
Os europeus foram pouco a pouco conquistando as terras e procurando meios de enriquecer. Aqui, na região de São Vicente, resolveram implantar engenhos de açúcar, para vender para a Europa, como faziam com sucesso nas ilhas conquistadas por eles no Atlântico.
Da Europa, eles trouxeram o costume de considerar inferior todo trabalho penoso, que exigisse força braçal, comércio ou envolvesse ofício artesanal. Os homens ricos e nobres, chamados na época de "homens bons", só podiam mandar, administrar sua propriedade ou exercer cargos públicos ou militares. Mesmo os homens pobres, que tinham que trabalhar duro para sobreviver, desejavam se transformar em "homens bons" e costumavam considerar inferior certos tipos de trabalho.
Com estes costumes, os portugueses, na capitania de São Vicente, começaram a utilizar os índios (gentios da terra), capturados nas guerras e escravizados, para trabalhar em seus engenhos, transportar cargas nas viagens e realizar serviços domésticos. Todo tipo de trabalho que exigisse esforço era imposto aos índios.

A escravidão Indígena

Pelas leis portuguesas dos séculos XVI e XVII era proibido caçar índios e transformá-los em escravos. Mas, as mesmas leis permitiam capturar e escravizar índios por meio do que se chamava de "guerra justa". Qualquer conflito entre os colonos e os índios, que desencadeasse uma guerra, podia ser o pretexto para aprisioná-los e levá-los ao cativeiro.
Os habitantes de São Vicente, Santos e São Paulo criavam guerras só para aprisionar índios e escravizá-los. Preferiam sempre os tupis e guaranis, que consideravam de mais fácil convívio, apesar deles serem os principais aliados dos portugueses desde o início da colonização. A maioria das guerras eram então injustas e podiam ser contestadas pela lei. Para manter a aparência e não ter escravos índios ilegalmente, muitos colonos afirmavam que tinham "gentios forros", ou seja, "índios livres".
Em testamentos de sitiantes e fazendeiros do século XVII há muitos "gentios forros" que são heranças deixadas de pai para filho, indicando que na verdade viviam sem liberdade.
É com a lei portuguesa de 1680 que se proíbe, sem nenhuma condição, a escravização dos índios. Mas, mesmo sendo ilegal, o aprisionamento e a escravização continuaram pelos séculos seguintes.

No tempo dos sítios

Alguém já foi a sua casa perguntar quantas pessoas vivem nela e o que fazem? Você sabe o que é recenseamento?
Recenseamento é feito para saber quantas pessoas vivem num lugar, qual a idade delas, se estudam, se trabalham. Com esses dados é possível conhecer a população do local, do que vive, no que trabalha, no tipo de casa que mora e assim por diante.
Quantas pessoas vivem na sua casa? Qual a idade e qual o sexo de cada uma delas? Quem trabalha na sua casa e o que faz? Quem estuda? Qual o tipo de construção de sua casa? alvenaria? madeira? Sua casa é. . . própria ? alugada ? cedida ?
No Brasil já foram feitos muitos recenseamentos. Alguns deles, foram realizados séculos atrás e são fontes importantes de informação sobre as pessoas que viviam e como viviam aqui na Praia Grande. Gaspar, Joaquim, Narciso, Lourenço, Felipa, Escolastica, Cristovão, Cleto, Onofre, Lorença, Faustino, Anna, Josefa entre outros são nomes de pessoas que viveram em sítios na região de Praia Grande no ano de 1765. Sabemos disso porque, neste ano, foi realizado o primeiro recenseamento da capitania, mandado fazer pelo governador D. Luiz Antonio de Souza Botelho e Mourão. Segundo o recenseamento, entre as "Prayas de Taypus e Mongagua", como era conhecido este nosso trecho da orla no recenseamento de 1765, existiam muitos sítios na região e agricultores que utilizavam o trabalho de negros forros e escravos para produzir e abastecer a Vila de São Vicente e Santos de produtos agrícolas e artesanais.
Pelos recenseamentos dos primeiros anos de 1800 e outros documentos da época, os moradores daqui criavam algumas cabeças de gado e plantavam arroz, mandioca, cana de açúcar, milho, feijão, batata doce, abacaxi, pimenta, tomate, laranja e café. Cortavam árvores para produzir madeira e faziam chapéus de palha, aguardente e farinha, que vendiam parte nas vilas de São Vicente e Santos para comprar outros produtos que necessitavam.
Quem fazia o trabalho da roça e os serviços da casa eram os escravos negros, de origem africana. Eram tantos na época, que constituíam mais da metade da população da região.
Hoje em dia, nada sobrou dos sítios e dos pequenos engenhos. Permanecem apenas os nomes de alguns deles nos nomes de bairros atuais. Você pode imaginar então que a vida na região era muito diferente. Se hoje existem casas, prédios e lojas; antigamente aqui era uma zona rural.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

História de Praia Grande #2


As terras do rei.


Com a chegada dos portugueses no Brasil, a relação das pessoas com a terra mudou. Todo o território foi declarado como pertencendo ao rei de Portugal. Era como se os índios não tivessem direito sobre nada. 

Sentindo-se dono do Brasil, o rei de Portugal pegou um mapa e dividiu suas terras em 14 partes. Cada parte ficou sendo uma Capitania Hereditária. A partir de 1534, nobres portugueses passaram a receber capitanias para administrar e delas tirar riquezas. 

O Brasil foi dividido entre os portugueses e as terras dos índios foram pouco a pouco sendo conquistadas. 

Capitanias Hereditárias 

O Brasil foi dividido em 14 Capitanias Hereditárias, totalizando 15 lotes doados a figuras importantes da corte portuguesa, chamados de donatários. As capitanias eram hereditárias porque a terra passava de pai para filho. Os donatários tinham direitos e deveres como o de conceder sesmarias, que eram grandes extensões de terras aos colonos. 

Capitania de São Vicente 

As terras que pertencem a Praia Grande hoje em dia pertenciam antigamente à capitania de São Vicente que, tempos depois, virou capitania de São Paulo e, séculos mais tarde, estado de São Paulo. 

O rei de Portugal entregou a capitania de São Vicente a um nobre chamado Martim Afonso de Souza, que esteve aqui, explorando a terra e fundando vilas, entre os anos de 1532 e 1533. Depois disso, nunca mais voltou. Ficou envolvido com expedições que iam para as Índias buscar riquezas para vender na Europa. Quem administrava a capitania era sua mulher, Ana Pimentel, que enviava para cá outros administradores. 


Toda a capitania era administrada por pessoas que viviam na vila de São Vicente, fundada em 1532. Nesta vila se instalaram os primeiros portugueses que vieram colonizar a região e que investiram aqui nos primeiros engenhos de produzir açúcar. Praia Grande, hoje município do estado de São Paulo, pertenceu à cidade de São Vicente até 1967, quando ocorreu sua emancipação política. Desde então tornou-se um município independente, com administração própria, podendo eleger seu prefeito e seus vereadores. Antes disso acontecer, não havia autonomia para solucionar os problemas. Tudo dependia das decisões da Prefeitura de São Vicente, que nem sempre atendiam às necessidades da população que aqui morava. 

Emancipação Política de Praia Grande 

A emancipação política não aconteceu de repente, nem foi vontade de uma pessoa só. As pessoas que aqui moravam não estavam contentes com os problemas que enfrentavam, como a falta de saneamento, escolas, transporte, hospitais, abastecimento de água, luz, vias de acesso. Por isso, os moradores do bairro de Solemar viram a possibilidade de se desmembrar de São Vicente e de Praia Grande ganhar autonomia. Em 1953, Júlio Secco de Carvalho, liderou o movimento juntamente com Nestor Ferreira da Rocha, Heitor Sanchez Toschi, Israel Grimaldi Milani e Dorivaldo Loria Junior, entre outros. 

Houve muita resistência por parte de São Vicente, pois significava a perda de 24 quilômetros de praias. Foi realizado em 1963 um plebiscito, que é a maneira pela qual a população faz sua escolha através do voto. Mas isso não garantiu ainda a emancipação da cidade. 

Só em 19 de janeiro de 1967 a emancipação aconteceu. O engenheiro Nicolau Paal foi nomeado interventor federal no município, com instalação provisória da prefeitura no Ocian Praia Clube. A primeira eleição municipal na Praia Grande foi realizada em 15 de novembro de 1968. Tendo como prefeito Dorivaldo Loria Junior. 




quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

História de Praia Grande #1


A história da sua formação está intimamente ligada à de São Vicente, da qual foi Distrito 
até 1966, quando o Supremo Tribunal Federal, examinando recurso extraordinário pela 
municipalidade de São Vicente, deu ganho de causa ao Município de Praia Grande, concedendolhe autonomia. A Lei Estadual no 8092, de 28 de fevereiro de 1964, já havia determinado a 
emancipação, não fora a citada medida judicial. 
    Essa emancipação, contudo, foi fruto de longa luta, iniciada no bairro de Solemar, em 
1953, por Júlio Secco de Carvalho, sustentada mais tarde por Oswaldo Toschi, por Nestor Ferreira da Rocha, e seguida por centenas de outros nomes da sociedade local, políticos, profissionais liberais, etc., junto ao Governo do Estado, Assembléia Legislativa e mais tarde, na Justiça do Estado e Federal. 
     O progresso de praia Grande está também ligado ao nome da família Andraus, que idealizou e construiu o bairro de Cidade Ocian, um, dos mais promissores empreendimentos modernos no povoamento da região, implantando sobre sítio inóspito, dominado mangues, antes propriedade remanescente da família de Maria da Conceição e Silva, herdada de seus antepassados no século XIX. 
     O topônimo Praia Grande decorre da extensa praia - cerca de 40 quilômetros - que lhe serve de divisa territorial, e que os primitivos habitantes já chamavam de “peaçabuçu”, o porto grande. 

Gentílico: praia-grandense

Formação Administrativa 
     Distrito criado com a denominação de Praia Grande, pela lei estadual nº 5285, de 18-02-1959, criado com terras desmembradas do distrito de distrito de Solemar, subordinado ao município de São Vicente. 
     Elevado à categoria de município com a denominação de Praia Grande, pela lei estadual nº 8092, de 28-02-1964, desmembrado de São Vicente. Sede no atual distrito de Praia Grande (exlocalidade). Constituído de 2 distritos: Praia Grande e Solemar, ambos desmembrados do município de São Vicente. Instalado em 19-01-1967. 
     Em divisão territorial datada de 31-XII-1968,  o município é constituído de 2 distritos: Praia Grande e Solemar. 
     Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.  

Fonte: IBGE