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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Outros acontecimentos para o dia 11 de agosto:
DIA DO ESTUDANTE – No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima. Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 anos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934. Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.
DIA DO ADVOGADO – O Direito é a ciência das normas que regulam as relações entre os indivíduos na sociedade. Quando essas relações não funcionam dentro das normas estabelecidas, entra o trabalho do advogado, que é o de nortear e representar clientes em qualquer instância, juízo ou tribunal. Advogar é uma das opções do bacharel em Direito. A outra é a carreira Jurídica. O advogado pode defender interesses de pessoas ou de instituições, privadas ou públicas. Pode especializar-se em Direito Administrativo, Civil, Comercial, da Criança e do Adolescente, Ambiental, Internacional, Penal ou Criminal, Trabalhista ou Previdenciário e Tributário. O dia 11 de agosto é a data da lei de criação dos cursos jurídicos no Brasil e é também o Dia do Advogado. Esse dia é também conhecido como o "Dia do Pendura", uma tradição do início do século 20, quando comerciantes costumavam homenagear os estudantes de Direito deixando-os comer de graça. O dia é até hoje temido nos restaurantes, pois dizem que a tradição de comer sem pagar continuou a ser seguida...
1920 - A União Soviética e a Letónia assinaram o Tratado de Rija
1937 - O ditador iraquiano Bakr Sidqi foi assassinado
1941 - Churchill e Roosevelt assinaram a Carta do Atlântico
1950 - No Congresso de Estrasburgo, Churchill propôs a criação de um Exército Único Europeu
1952 - Hussein foi proclamado Rei da Jordânia
1965 - Em Los Angeles registaram-se confrontos raciais
1975 - Nas Nações Unidas, os Estados Unidos vetaram a admissão dos dois Vietnames
1977 - Os Estados Unidos renunciaram aos seus direitos sobre o Canal do Panamá
1979 - Na Índia, uma barragem ruíu e provocou mais de quarenta mil mortos
1994 - Em Cuba, foram levantadas as restrições à emigração
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Praia Grande, São Paulo, Brasil
Praça a Tribuna - Boqueirão, Praia Grande - SP, Brasil
domingo, 26 de julho de 2015
Agenda cultural de julho do Palácio das Artes
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cultura
Praia Grande, São Paulo, Brasil
Praia Grande - SP, Brasil
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.

Discurso do publicitário Nizan Guanaes na formatura da FAAP
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.
E ela responde:
- Eu também não, meu filho.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje,pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "eu não disse!";, "eu sabia!" Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados! Empresários de mesa de bar.
Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, dá vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso."
Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.Nizan Guanaes
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Samba enredo do G.R.C.E.S Casa do Mestiço
Mestiço faz sua profecia
Traz esperança e alegria
É o porta-voz da humanidade
Anuncia um mundo novo cheio
de felicidade...
Escureceu o que aconteceu?
É um eclipse solar!
Os profetas anunciaram que o tempo
tem dia e hora para acabar
Ouço as notícias e tenho
medo da destruição
É nação contra nação
é a falta de amor
O que será de nossa geração
O cometa vai passar
vem do espaço sideral
Acabando com sonho de ser imortal
Praia Grande de mão dadas
Nesta luta para vencer o mal
Tudo de pernas pro ar
nesse mar de ambição
O aquecimento é global
alertando a multidão
O homem inteligente brincou
demais com a ciência
Choro com essa evolução vamos
mudar esta previsão
Enchente de esperança,
tremores de emoção
Um raio do céu traz a absolvição
Do outro lado da porta
uma nova geração
Foi criada a partir de um grupo de características religiosas afro-brasileiras, em 27 de junho de 2002, quando foi criado o Centro de Resgate Cultural Casa do Mestiço, oficializado em 2008 com a denominação atual, tornando-se uma agremiação carnavalesca, e passando a participar do carnaval oficial da cidade.
Em 2009 embora o carnaval da cidade ainda fosse um carnaval de blocos de enredo, a Casa do Mestiço com sua documentação já devidamente registrada como Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba, desfilou junto ao então denominado 2º Grupo (grupo de acesso), e em sua primeira participação, emplacou seu primeiro título de campeã.
Em junho de 2009, com a participação de agremiações co-irmãs da baixada santista, e da Vila Isabel - inclusive com a presença da bateria desta última, sob o comando do Mestre Mug, o pavilhão da Casa do Mestiço foi batizado pela Águia de Ouro, através de seu presidente Sidnei, baianas, passistas e ao som de sua bateria do Mestre Juca.
Em 2010 participando do 1º grupo, no primeiro ano de carnaval de Escolas de Samba em Praia Grande, a Casa do Mestiço inovou, levando pela primeira vez à Passarela do Samba João Apolônio, carros alegóricos com esculturas em movimento, e com o enredo “Mãe África-Bantu/Samba/Mestiço”, ao som da bateria sob o comando do Mestre Dede e com Nani Moreira como rainha de bateria. Nesse ano, a agremiação venceu o grupo de acesso, obtendo vaga para o Grupo Especial.
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Praia Grande, São Paulo, Brasil
Viaduto Joaquim Augusto Ferreira Mourão - Sítio do Campo, Praia Grande - São Paulo, Brasil
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Ensaio Escola de Samba G.R.E.S. Favoritos do Forte
"Fazendo da avenida nossa arena, Barretos a terra do rodeio hoje vou homenagear"
(Refrão) Pega a corda joga o laço vai sacudir montando num touro bravo, não tou nem aí
(Bis) Lá em Barretos ela já é tradição a favoritos faz a festa do peão
são mais de meio século de história, o forte
em verso e prosa vem homenagear !!!
fazendo da avenida nossa arena, trazendo dos
states esta festa popular
na tela virou tema de novela
retratando na américa
boi bandido tava lá
(Bis) quem viu se emocionou e se contagiou
oito segundos o peão se segurou
o poeirão subiu
a adrenalina a mil
na maior festa de rodeio do Brasil
vou contar vou sorrir, o forte vem aí
e hoje com prazer vem homenagear
esse espetáculo de festa popular
você vai aplaudir e vai se divertir
tem cavalo do bom, tem touro e emoção
e a galera grita segura peão
volta refrão (Bis)
Intérprete: Ricardo Rodrigues
Compositor: Edinho Silva
Mestre de bateria: Aurindo
Contra mestre: Wil
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
História de Praia Grande #3
OS MORADORES DE PRAIA GRANDE
Os primeiros da região. Montes de conchas. Preservação dos Sambaquis. Populações indígenas em nosso litoral. Os europeus invadem as terras brasileiras. A escravidão Indígena. No tempo dos sítios
Os primeiros da região
Você sabe que os mais antigos habitantes do Brasil são os povos indígenas. Aqui, na Praia Grande, viviam comunidades de índios. Mas, quem eram eles? Como viviam? Que língua falavam? Quais seus costumes? Como se alimentavam? Existem descendentes hoje destes antigos habitantes?
É difícil obter informações sobre as pessoas que moravam há muito tempo em um lugar. É preciso realizar uma grande pesquisa. Mas, quem faz este tipo de pesquisa?
Quem pesquisa informações sobre povos muito antigos são os arqueólogos. Eles estudam objetos, restos de alimentos, fogueiras, lixo, ruínas de casas e esqueletos de pessoas de milhares de anos atrás. Analisam estes materiais e conseguem informações importantes sobre os costumes das pessoas que viveram em um determinado lugar.
Aqui, nesta região do litoral de São Paulo, os arqueólogos encontraram muitos objetos de povos que viveram por volta de 6000 a 7000 A.P.. Isto indica que a Praia Grande tem uma ocupação muito antiga.
A.P. - significa antes do presente.
Montes de conchas
Os mais antigos objetos encontrados no litoral paulista estavam no que poderia se chamar de "Montes de conchas". Isto é, os povos que ocupavam o litoral comiam principalmente mariscos, ostras, berbigão e peixes. Após se alimentarem, deixavam os restos desta alimentação sempre no mesmo local, formando um grande monte de conchas e ossos, chamado pelos arqueólogos de sambaqui.
A palavra sambaqui é de origem indígena, especificamente da língua tupi - tampa = conchas e ki = colina.
Os sambaquis chegam a ter cerca de 20 a 30 metros de altura e, dentro deles, os arqueólogos já encontraram diversos objetos: ossos de aves e outros animais, machados esculpidos em pedra lascada ou em osso, instrumentos de corte como facas e esqueletos de pessoas ali sepultadas. Junto com os esqueletos foram encontrados enfeites e outros objetos que deviam ser de uso pessoal do morto.
Os estudiosos chamam estes povos antigos de Cultura Sambaqui.
Os sambaquis também são conhecidos por casqueiras, caieiras ou caleiras, ostreiras ou berbigueiras, concheiras.
Os homens e mulheres dos sambaquis desapareceram há 1000 anos e não se sabe como isto aconteceu. Os esqueletos encontrados indicam que eram baixos e fortes e muito diferentes fisicamente dos índios Tupi que os portugueses encontraram aqui no nosso litoral 500 anos atrás.
Preservação dos sambaquis
Você acha que é importante preservar os sambaquis? Que conselhos você daria a uma pessoa que estivesse destruindo um local como este?
Não existem mais sambaquis aqui na Praia Grande. Foram destruídos por pessoas que não sabiam da sua importância para conhecer a história dos primeiros moradores destas praias.
Antigamente, quando os portugueses chegaram aqui, as pessoas pegavam as conchas dos sambaquis para fazer cal e usá-lo na construção de casas. Trituravam as conchas, queimavam em fornos e misturavam o pó com óleo de baleia e açúcar mascavo. Faziam então uma argamassa, usada para juntar as pedras nas construções, assim como fazemos hoje com o cimento. Durante centenas de anos foram construídos muros, casarões e igrejas com os sambaquis.
Populações indígenas em nosso litoral
Há 1000 anos, logo após o desaparecimento da cultura sambaqui, novos habitantes passaram a morar nesta região, como indicam os estudos dos arqueólogos. Eram povos indígenas que, além de pescar, caçar e coletar frutos e mel na mata, sabiam fazer potes de cerâmica e produzir hortas e quintais de mandioca, batata doce, maracujá, algodão, abóbora, feijão e inúmeros outros alimentos.
Há 500 anos, permaneciam aqui os povos indígenas. Segundo o relato de europeus, eram principalmente povos de língua Tupi, como os Tupinambá, os Tupiniquim e os Carijó, que, infelizmente, não existem mais neste litoral. Morreram nas guerras, na escravidão e de doenças trazidas pelos invasores estrangeiros.
Muitos costumes dos povos indígenas que viviam nesta região foram relatados em diários de viagens e em tratados de estudo escritos por europeus, que passaram por aqui, fixaram sua moradia nestas terras ou naufragaram nestas praias.
Você já ouviu falar de Hans Staden? Ele foi artilheiro de um navio que, em 1551, escapou de um naufrágio no litoral sul do Brasil. Quando voltou para a Europa, escreveu um livro relatando sua aventura.
Neste livro, ele conta como sobreviveu, o tempo que ficou prisioneiro dos Tupinambá e o que observou da vida das pessoas aqui no Brasil, principalmente os diferentes costumes dos povos indígenas.
Segundo Hans Staden, os índios Tupi do litoral preferiam morar em lugares onde encontravam água, lenha para o fogo, caça e pesca. Quando esgotava o alimento do local, mudavam-se para outro. Construíam grandes cabanas arredondadas, cobertas com palha de palmeira, sem divisória interna, onde moravam várias famílias. Cada uma ficava com um canto da cabana, onde acendia o seu fogo. Em uma aldeia havia cerca de sete cabanas.
Os índios Tupi também plantavam suas roças. Derrubavam as árvores e deixavam o local secar. Depois de três meses, tocavam fogo no terreno. Então, plantavam a mandioca.
Com as raízes da mandioca faziam diferentes alimentos. Com a goma fina faziam beijú, um tipo de tapioca apreciada até hoje em certas regiões do Brasil. Com a massa seca e mais grossa faziam a farinha, que era torrada em uma travessa bem grande de barro.
Você preserva alguns destes costumes indígenas? Você gosta de comer farinha de mandioca? Conhece tapioca?
Os europeus invadem as terras brasileiras
Onde estão as aldeias indígenas hoje? O que aconteceu com os Tupinambá, os Tupiniquim e os Carijó?
A maior parte dos índios que vivia no território brasileiro entrou em confronto com os europeus que chegaram aqui a partir de 1500. As lutas e as guerras foram constantes. De um lado, os índios combatiam com arco e flecha e do outro os portugueses usavam suas armas de fogo e seus canhões. Além disso, muitos índios foram mortos pelas doenças trazidas da Europa e da África, como as gripes, a varíola, o sarampo, certas disenterias e a lepra.
Os europeus foram pouco a pouco conquistando as terras e procurando meios de enriquecer. Aqui, na região de São Vicente, resolveram implantar engenhos de açúcar, para vender para a Europa, como faziam com sucesso nas ilhas conquistadas por eles no Atlântico.
Da Europa, eles trouxeram o costume de considerar inferior todo trabalho penoso, que exigisse força braçal, comércio ou envolvesse ofício artesanal. Os homens ricos e nobres, chamados na época de "homens bons", só podiam mandar, administrar sua propriedade ou exercer cargos públicos ou militares. Mesmo os homens pobres, que tinham que trabalhar duro para sobreviver, desejavam se transformar em "homens bons" e costumavam considerar inferior certos tipos de trabalho.
Com estes costumes, os portugueses, na capitania de São Vicente, começaram a utilizar os índios (gentios da terra), capturados nas guerras e escravizados, para trabalhar em seus engenhos, transportar cargas nas viagens e realizar serviços domésticos. Todo tipo de trabalho que exigisse esforço era imposto aos índios.
A escravidão Indígena
Pelas leis portuguesas dos séculos XVI e XVII era proibido caçar índios e transformá-los em escravos. Mas, as mesmas leis permitiam capturar e escravizar índios por meio do que se chamava de "guerra justa". Qualquer conflito entre os colonos e os índios, que desencadeasse uma guerra, podia ser o pretexto para aprisioná-los e levá-los ao cativeiro.
Os habitantes de São Vicente, Santos e São Paulo criavam guerras só para aprisionar índios e escravizá-los. Preferiam sempre os tupis e guaranis, que consideravam de mais fácil convívio, apesar deles serem os principais aliados dos portugueses desde o início da colonização. A maioria das guerras eram então injustas e podiam ser contestadas pela lei. Para manter a aparência e não ter escravos índios ilegalmente, muitos colonos afirmavam que tinham "gentios forros", ou seja, "índios livres".
Em testamentos de sitiantes e fazendeiros do século XVII há muitos "gentios forros" que são heranças deixadas de pai para filho, indicando que na verdade viviam sem liberdade.
É com a lei portuguesa de 1680 que se proíbe, sem nenhuma condição, a escravização dos índios. Mas, mesmo sendo ilegal, o aprisionamento e a escravização continuaram pelos séculos seguintes.
No tempo dos sítios
Alguém já foi a sua casa perguntar quantas pessoas vivem nela e o que fazem? Você sabe o que é recenseamento?
Recenseamento é feito para saber quantas pessoas vivem num lugar, qual a idade delas, se estudam, se trabalham. Com esses dados é possível conhecer a população do local, do que vive, no que trabalha, no tipo de casa que mora e assim por diante.
Quantas pessoas vivem na sua casa? Qual a idade e qual o sexo de cada uma delas? Quem trabalha na sua casa e o que faz? Quem estuda? Qual o tipo de construção de sua casa? alvenaria? madeira? Sua casa é. . . própria ? alugada ? cedida ?
No Brasil já foram feitos muitos recenseamentos. Alguns deles, foram realizados séculos atrás e são fontes importantes de informação sobre as pessoas que viviam e como viviam aqui na Praia Grande. Gaspar, Joaquim, Narciso, Lourenço, Felipa, Escolastica, Cristovão, Cleto, Onofre, Lorença, Faustino, Anna, Josefa entre outros são nomes de pessoas que viveram em sítios na região de Praia Grande no ano de 1765. Sabemos disso porque, neste ano, foi realizado o primeiro recenseamento da capitania, mandado fazer pelo governador D. Luiz Antonio de Souza Botelho e Mourão. Segundo o recenseamento, entre as "Prayas de Taypus e Mongagua", como era conhecido este nosso trecho da orla no recenseamento de 1765, existiam muitos sítios na região e agricultores que utilizavam o trabalho de negros forros e escravos para produzir e abastecer a Vila de São Vicente e Santos de produtos agrícolas e artesanais.
Pelos recenseamentos dos primeiros anos de 1800 e outros documentos da época, os moradores daqui criavam algumas cabeças de gado e plantavam arroz, mandioca, cana de açúcar, milho, feijão, batata doce, abacaxi, pimenta, tomate, laranja e café. Cortavam árvores para produzir madeira e faziam chapéus de palha, aguardente e farinha, que vendiam parte nas vilas de São Vicente e Santos para comprar outros produtos que necessitavam.
Quem fazia o trabalho da roça e os serviços da casa eram os escravos negros, de origem africana. Eram tantos na época, que constituíam mais da metade da população da região.
Hoje em dia, nada sobrou dos sítios e dos pequenos engenhos. Permanecem apenas os nomes de alguns deles nos nomes de bairros atuais. Você pode imaginar então que a vida na região era muito diferente. Se hoje existem casas, prédios e lojas; antigamente aqui era uma zona rural.
Os primeiros da região. Montes de conchas. Preservação dos Sambaquis. Populações indígenas em nosso litoral. Os europeus invadem as terras brasileiras. A escravidão Indígena. No tempo dos sítios
Os primeiros da região
Você sabe que os mais antigos habitantes do Brasil são os povos indígenas. Aqui, na Praia Grande, viviam comunidades de índios. Mas, quem eram eles? Como viviam? Que língua falavam? Quais seus costumes? Como se alimentavam? Existem descendentes hoje destes antigos habitantes?
É difícil obter informações sobre as pessoas que moravam há muito tempo em um lugar. É preciso realizar uma grande pesquisa. Mas, quem faz este tipo de pesquisa?
Quem pesquisa informações sobre povos muito antigos são os arqueólogos. Eles estudam objetos, restos de alimentos, fogueiras, lixo, ruínas de casas e esqueletos de pessoas de milhares de anos atrás. Analisam estes materiais e conseguem informações importantes sobre os costumes das pessoas que viveram em um determinado lugar.
Aqui, nesta região do litoral de São Paulo, os arqueólogos encontraram muitos objetos de povos que viveram por volta de 6000 a 7000 A.P.. Isto indica que a Praia Grande tem uma ocupação muito antiga.
A.P. - significa antes do presente.
Montes de conchas
Os mais antigos objetos encontrados no litoral paulista estavam no que poderia se chamar de "Montes de conchas". Isto é, os povos que ocupavam o litoral comiam principalmente mariscos, ostras, berbigão e peixes. Após se alimentarem, deixavam os restos desta alimentação sempre no mesmo local, formando um grande monte de conchas e ossos, chamado pelos arqueólogos de sambaqui.
A palavra sambaqui é de origem indígena, especificamente da língua tupi - tampa = conchas e ki = colina.
Os sambaquis chegam a ter cerca de 20 a 30 metros de altura e, dentro deles, os arqueólogos já encontraram diversos objetos: ossos de aves e outros animais, machados esculpidos em pedra lascada ou em osso, instrumentos de corte como facas e esqueletos de pessoas ali sepultadas. Junto com os esqueletos foram encontrados enfeites e outros objetos que deviam ser de uso pessoal do morto.
Os estudiosos chamam estes povos antigos de Cultura Sambaqui.
Os sambaquis também são conhecidos por casqueiras, caieiras ou caleiras, ostreiras ou berbigueiras, concheiras.
Os homens e mulheres dos sambaquis desapareceram há 1000 anos e não se sabe como isto aconteceu. Os esqueletos encontrados indicam que eram baixos e fortes e muito diferentes fisicamente dos índios Tupi que os portugueses encontraram aqui no nosso litoral 500 anos atrás.
Preservação dos sambaquis
Você acha que é importante preservar os sambaquis? Que conselhos você daria a uma pessoa que estivesse destruindo um local como este?
Não existem mais sambaquis aqui na Praia Grande. Foram destruídos por pessoas que não sabiam da sua importância para conhecer a história dos primeiros moradores destas praias.
Antigamente, quando os portugueses chegaram aqui, as pessoas pegavam as conchas dos sambaquis para fazer cal e usá-lo na construção de casas. Trituravam as conchas, queimavam em fornos e misturavam o pó com óleo de baleia e açúcar mascavo. Faziam então uma argamassa, usada para juntar as pedras nas construções, assim como fazemos hoje com o cimento. Durante centenas de anos foram construídos muros, casarões e igrejas com os sambaquis.
Populações indígenas em nosso litoral
Há 1000 anos, logo após o desaparecimento da cultura sambaqui, novos habitantes passaram a morar nesta região, como indicam os estudos dos arqueólogos. Eram povos indígenas que, além de pescar, caçar e coletar frutos e mel na mata, sabiam fazer potes de cerâmica e produzir hortas e quintais de mandioca, batata doce, maracujá, algodão, abóbora, feijão e inúmeros outros alimentos.
Há 500 anos, permaneciam aqui os povos indígenas. Segundo o relato de europeus, eram principalmente povos de língua Tupi, como os Tupinambá, os Tupiniquim e os Carijó, que, infelizmente, não existem mais neste litoral. Morreram nas guerras, na escravidão e de doenças trazidas pelos invasores estrangeiros.
Muitos costumes dos povos indígenas que viviam nesta região foram relatados em diários de viagens e em tratados de estudo escritos por europeus, que passaram por aqui, fixaram sua moradia nestas terras ou naufragaram nestas praias.
Você já ouviu falar de Hans Staden? Ele foi artilheiro de um navio que, em 1551, escapou de um naufrágio no litoral sul do Brasil. Quando voltou para a Europa, escreveu um livro relatando sua aventura.
Neste livro, ele conta como sobreviveu, o tempo que ficou prisioneiro dos Tupinambá e o que observou da vida das pessoas aqui no Brasil, principalmente os diferentes costumes dos povos indígenas.
Segundo Hans Staden, os índios Tupi do litoral preferiam morar em lugares onde encontravam água, lenha para o fogo, caça e pesca. Quando esgotava o alimento do local, mudavam-se para outro. Construíam grandes cabanas arredondadas, cobertas com palha de palmeira, sem divisória interna, onde moravam várias famílias. Cada uma ficava com um canto da cabana, onde acendia o seu fogo. Em uma aldeia havia cerca de sete cabanas.
Os índios Tupi também plantavam suas roças. Derrubavam as árvores e deixavam o local secar. Depois de três meses, tocavam fogo no terreno. Então, plantavam a mandioca.
Com as raízes da mandioca faziam diferentes alimentos. Com a goma fina faziam beijú, um tipo de tapioca apreciada até hoje em certas regiões do Brasil. Com a massa seca e mais grossa faziam a farinha, que era torrada em uma travessa bem grande de barro.
Você preserva alguns destes costumes indígenas? Você gosta de comer farinha de mandioca? Conhece tapioca?
Os europeus invadem as terras brasileiras
Onde estão as aldeias indígenas hoje? O que aconteceu com os Tupinambá, os Tupiniquim e os Carijó?
A maior parte dos índios que vivia no território brasileiro entrou em confronto com os europeus que chegaram aqui a partir de 1500. As lutas e as guerras foram constantes. De um lado, os índios combatiam com arco e flecha e do outro os portugueses usavam suas armas de fogo e seus canhões. Além disso, muitos índios foram mortos pelas doenças trazidas da Europa e da África, como as gripes, a varíola, o sarampo, certas disenterias e a lepra.
Os europeus foram pouco a pouco conquistando as terras e procurando meios de enriquecer. Aqui, na região de São Vicente, resolveram implantar engenhos de açúcar, para vender para a Europa, como faziam com sucesso nas ilhas conquistadas por eles no Atlântico.
Da Europa, eles trouxeram o costume de considerar inferior todo trabalho penoso, que exigisse força braçal, comércio ou envolvesse ofício artesanal. Os homens ricos e nobres, chamados na época de "homens bons", só podiam mandar, administrar sua propriedade ou exercer cargos públicos ou militares. Mesmo os homens pobres, que tinham que trabalhar duro para sobreviver, desejavam se transformar em "homens bons" e costumavam considerar inferior certos tipos de trabalho.
Com estes costumes, os portugueses, na capitania de São Vicente, começaram a utilizar os índios (gentios da terra), capturados nas guerras e escravizados, para trabalhar em seus engenhos, transportar cargas nas viagens e realizar serviços domésticos. Todo tipo de trabalho que exigisse esforço era imposto aos índios.
A escravidão Indígena
Pelas leis portuguesas dos séculos XVI e XVII era proibido caçar índios e transformá-los em escravos. Mas, as mesmas leis permitiam capturar e escravizar índios por meio do que se chamava de "guerra justa". Qualquer conflito entre os colonos e os índios, que desencadeasse uma guerra, podia ser o pretexto para aprisioná-los e levá-los ao cativeiro.
Os habitantes de São Vicente, Santos e São Paulo criavam guerras só para aprisionar índios e escravizá-los. Preferiam sempre os tupis e guaranis, que consideravam de mais fácil convívio, apesar deles serem os principais aliados dos portugueses desde o início da colonização. A maioria das guerras eram então injustas e podiam ser contestadas pela lei. Para manter a aparência e não ter escravos índios ilegalmente, muitos colonos afirmavam que tinham "gentios forros", ou seja, "índios livres".
Em testamentos de sitiantes e fazendeiros do século XVII há muitos "gentios forros" que são heranças deixadas de pai para filho, indicando que na verdade viviam sem liberdade.
É com a lei portuguesa de 1680 que se proíbe, sem nenhuma condição, a escravização dos índios. Mas, mesmo sendo ilegal, o aprisionamento e a escravização continuaram pelos séculos seguintes.
No tempo dos sítios
Alguém já foi a sua casa perguntar quantas pessoas vivem nela e o que fazem? Você sabe o que é recenseamento?
Recenseamento é feito para saber quantas pessoas vivem num lugar, qual a idade delas, se estudam, se trabalham. Com esses dados é possível conhecer a população do local, do que vive, no que trabalha, no tipo de casa que mora e assim por diante.
Quantas pessoas vivem na sua casa? Qual a idade e qual o sexo de cada uma delas? Quem trabalha na sua casa e o que faz? Quem estuda? Qual o tipo de construção de sua casa? alvenaria? madeira? Sua casa é. . . própria ? alugada ? cedida ?
No Brasil já foram feitos muitos recenseamentos. Alguns deles, foram realizados séculos atrás e são fontes importantes de informação sobre as pessoas que viviam e como viviam aqui na Praia Grande. Gaspar, Joaquim, Narciso, Lourenço, Felipa, Escolastica, Cristovão, Cleto, Onofre, Lorença, Faustino, Anna, Josefa entre outros são nomes de pessoas que viveram em sítios na região de Praia Grande no ano de 1765. Sabemos disso porque, neste ano, foi realizado o primeiro recenseamento da capitania, mandado fazer pelo governador D. Luiz Antonio de Souza Botelho e Mourão. Segundo o recenseamento, entre as "Prayas de Taypus e Mongagua", como era conhecido este nosso trecho da orla no recenseamento de 1765, existiam muitos sítios na região e agricultores que utilizavam o trabalho de negros forros e escravos para produzir e abastecer a Vila de São Vicente e Santos de produtos agrícolas e artesanais.
Pelos recenseamentos dos primeiros anos de 1800 e outros documentos da época, os moradores daqui criavam algumas cabeças de gado e plantavam arroz, mandioca, cana de açúcar, milho, feijão, batata doce, abacaxi, pimenta, tomate, laranja e café. Cortavam árvores para produzir madeira e faziam chapéus de palha, aguardente e farinha, que vendiam parte nas vilas de São Vicente e Santos para comprar outros produtos que necessitavam.
Quem fazia o trabalho da roça e os serviços da casa eram os escravos negros, de origem africana. Eram tantos na época, que constituíam mais da metade da população da região.
Hoje em dia, nada sobrou dos sítios e dos pequenos engenhos. Permanecem apenas os nomes de alguns deles nos nomes de bairros atuais. Você pode imaginar então que a vida na região era muito diferente. Se hoje existem casas, prédios e lojas; antigamente aqui era uma zona rural.
Praia Grande, São Paulo, Brasil
Via Expressa Sul - Sítio do Campo, Praia Grande - São Paulo, Brasil
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Ingressos de camarotes do Show de Verão estão à venda
| Notícia do dia 26/12/2011 Por Jaqueline de Marco, MTB: 52.981 | ||||||
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História de Praia Grande #2
| As terras do rei.
Com a chegada dos portugueses no Brasil, a relação das pessoas com a terra mudou. Todo o território foi declarado como pertencendo ao rei de Portugal. Era como se os índios não tivessem direito sobre nada.
Sentindo-se dono do Brasil, o rei de Portugal pegou um mapa e dividiu suas terras em 14 partes. Cada parte ficou sendo uma Capitania Hereditária. A partir de 1534, nobres portugueses passaram a receber capitanias para administrar e delas tirar riquezas.
O Brasil foi dividido entre os portugueses e as terras dos índios foram pouco a pouco sendo conquistadas.
Capitanias Hereditárias
O Brasil foi dividido em 14 Capitanias Hereditárias, totalizando 15 lotes doados a figuras importantes da corte portuguesa, chamados de donatários. As capitanias eram hereditárias porque a terra passava de pai para filho. Os donatários tinham direitos e deveres como o de conceder sesmarias, que eram grandes extensões de terras aos colonos.
Capitania de São Vicente
As terras que pertencem a Praia Grande hoje em dia pertenciam antigamente à capitania de São Vicente que, tempos depois, virou capitania de São Paulo e, séculos mais tarde, estado de São Paulo.
O rei de Portugal entregou a capitania de São Vicente a um nobre chamado Martim Afonso de Souza, que esteve aqui, explorando a terra e fundando vilas, entre os anos de 1532 e 1533. Depois disso, nunca mais voltou. Ficou envolvido com expedições que iam para as Índias buscar riquezas para vender na Europa. Quem administrava a capitania era sua mulher, Ana Pimentel, que enviava para cá outros administradores.
Toda a capitania era administrada por pessoas que viviam na vila de São Vicente, fundada em 1532. Nesta vila se instalaram os primeiros portugueses que vieram colonizar a região e que investiram aqui nos primeiros engenhos de produzir açúcar. Praia Grande, hoje município do estado de São Paulo, pertenceu à cidade de São Vicente até 1967, quando ocorreu sua emancipação política. Desde então tornou-se um município independente, com administração própria, podendo eleger seu prefeito e seus vereadores. Antes disso acontecer, não havia autonomia para solucionar os problemas. Tudo dependia das decisões da Prefeitura de São Vicente, que nem sempre atendiam às necessidades da população que aqui morava.
Emancipação Política de Praia Grande
A emancipação política não aconteceu de repente, nem foi vontade de uma pessoa só. As pessoas que aqui moravam não estavam contentes com os problemas que enfrentavam, como a falta de saneamento, escolas, transporte, hospitais, abastecimento de água, luz, vias de acesso. Por isso, os moradores do bairro de Solemar viram a possibilidade de se desmembrar de São Vicente e de Praia Grande ganhar autonomia. Em 1953, Júlio Secco de Carvalho, liderou o movimento juntamente com Nestor Ferreira da Rocha, Heitor Sanchez Toschi, Israel Grimaldi Milani e Dorivaldo Loria Junior, entre outros.
Houve muita resistência por parte de São Vicente, pois significava a perda de 24 quilômetros de praias. Foi realizado em 1963 um plebiscito, que é a maneira pela qual a população faz sua escolha através do voto. Mas isso não garantiu ainda a emancipação da cidade.
Só em 19 de janeiro de 1967 a emancipação aconteceu. O engenheiro Nicolau Paal foi nomeado interventor federal no município, com instalação provisória da prefeitura no Ocian Praia Clube. A primeira eleição municipal na Praia Grande foi realizada em 15 de novembro de 1968. Tendo como prefeito Dorivaldo Loria Junior.
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Praia Grande, São Paulo, Brasil
Via Expressa Sul - Sítio do Campo, Praia Grande - São Paulo, Brasil
sábado, 24 de dezembro de 2011
PG tem “O Show de Verão é Você 2012”
A edição 2012 do “Show de Verão é Você” vai esquentar Praia Grande entre os dias 31 de dezembro e 28 de janeiro, na orla do Bairro Aviação, com palco montado na direção da Rua Doutor Julio de Mesquita Filho, em frente ao campo de pouso. Diversas atrações musicais se apresentarão, em sua maioria, de sexta-feira a domingo, a partir das 23 horas. Entre os destaques estão nomes como Exaltasamba, Maria Cecília & Rodolfo, Luan Santana, Latino, Daniel e Alexandre Pires. No total, serão 16 apresentações divididas em 12 dias de shows. O ingresso para a pista é gratuito.
Segundo o secretário de cultura e turismo de Praia Grande, Carlos Ananias Lobão, este ano o show terá a mesma estrutura da edição anterior. “As apresentações terão uma mega estrutura de som e iluminação. Os shows serão realizados em um palco de cerca de 200 metros quadrados de área, que tem mais de 600 metros quadrados de backstage. Esta edição do evento tem tudo para ser um sucesso e esperamos contar cerca de 80 mil espectadores por apresentação”, afirmou.
Confira programação dos shows:
- Sábado, 31 de dezembro
Kléo Dibah e Rafael
O primeiro CD de Kleo Dibah e Rafael “E o tanto que é bão”, lançado pela Universal Music em julho/2011 traz 12 canções inéditas, sendo 10 composições próprias. Conta com a participação especial da dupla João Bosco e Vinícius na música “Me Beija”. Com direção artística de Daniel Silveira e direção musical de Dudu Borges, a dupla sertaneja, que vem conquistando o Brasil, é a nova aposta do empresário Geraldo Campos. Os amigos, nascidos em Ituiutaba (MG), iniciaram sua carreira, ambos aos sete anos de idade, se apresentando em festivais e quermesses em todo triângulo mineiro.
- Domingo, 1 de janeiro
Hugo & Tiago
Após a formação da dupla em 2004, programa Fama da Rede Globo, Hugo & Tiago lançaram seu primeiro CD, intitulado "Hugo & Tiago", com faixas conhecidas pelo público. Destacou-se nesta fase da carreira a música: Apaixonado, versão da música mundialmente conhecida "Imbranato" de Tiziano Ferro, além de " Oito segundos", presente na novela "América" da rede Globo.
Léo & Júnior
A dupla Léo & Júnior é formada por dois irmãos, nascidos em Rubiácea - SP, iniciaram sua carreira, Léo aos 9 anos e Júnior aos 6 anos se apresentando em festivais e feiras agropecuárias em todo interior paulista. O primeiro Cd independente da dupla foi “Cowboy de Coração”, que teve sucessos como “Por Toda Vida” e “Paixão e Saudade”. Destacamos ainda um trabalho especial para os irmãos, o Cd coletânea “Gado Novo” – projeto da Universal Music. Atualmente divulgam o seu terceiro álbum, “Léo & Júnior Acústico – Ao vivo” que traz um trabalho de alto nível e valeu aos meninos o Troféu Pérola de Ouro 2008 como a melhor dupla sertaneja do ano.
- Quarta-feira, 4 de janeiro
Exaltasamba
Exaltasamba é um grupo de pagode e samba formado nos anos 80 em São Bernardo do Campo, São Paulo. Em 2010, lançam seu 16° álbum, quarto DVD e primeiro Blu-Ray do grupo Exaltasamba – 25 Anos Ao Vivo gravado no Estádio Parque Antártica na cidade de São Paulo.
- Quinta-feira, 5 de janeiro
Sorriso Maroto
Sorriso Maroto é um grupo de pagode originário do Rio de Janeiro, RJ. Formado em 1997, pelo pandeirista Cris, e mais tarde pelo cantor Bruno. Até 2010, gravou 8 álbuns (sendo três Ao Vivo) e três DVDs. Seu primeiro álbum (Sorriso Maroto em 2002), fez muito sucesso nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, o que possibilitou a banda de fazer sucesso em todo Brasil com o segundo álbum (Por Você em 2003).
- Sexta-feira, 6 de janeiro
Turma do pagode
Turma do Pagode é um grupo de pagode e samba formado em 1994 na Zona Norte de São Paulo. O grupo foi fundado pelos sambistas Fambe de Amorim, Menino Medeiros e Zé Cheirinho. Inicialmente chamava-se Art’Damar, e gravou sucessos como "Já Virou Rotina", "Faço Tudo", "Tá na Hora", "Da Cor do Pecado", "Gostinho Caramelo", "Novo Dia", "Vi Acontecer", "Greve de Amor" e "A Gente já não Rola".
- Sábado, 7 de janeiro
Leonardo
Em 1981, Leonardo e o irmão Leandro formaram a dupla sertaneja Leandro & Leonardo. No dia 23 de junho de 1998, Leandro faleceu em decorrência de um câncer raro de pulmão e Leonardo partiu para a carreira solo. O cantor já vendeu mais de 12 milhões de discos.
- Domingo, 8 de janeiro
Pixote
Pixote é uma banda de pagode. No início eram sete os componentes, hoje, são cinco. Douglas Fernando Monteiro, o Dodô no vocal, Thiago Carvalho Santana, o Thiaguinho nos teclados, Clayson Rangel Batista, o Mineirinho no violão, Agnaldo Nascimento Apolinário, o Tiola Chocolate no tantan e, completando a turma, Eduardo Pereira Pacheco, o Dú no pandeiro. As músicas marcantes, segundo o próprio Pixote, são: Brilho de Cristal, a preferida, e as ainda lembradas Saudade de Nós e Beijo Doce.
- Sexta-feira, 13 de janeiro
Sampa Crew
Sampa Crew é um grupo de R&B contemporâneo, liderado pelo rapper, produtor e compositor J.C. Sampa, onde tem ao lado os cantores Dani Voguel e Ricardo Anthony, e DJ e B.Boy Alam Beat. O grupo conta ainda com a participação com o produtor e compositor Arnaldo Saccomani. O Grupo é conhecido por cantar Rap Romantico, tendo uma mistura de estilos musicais como Charme, rap e Soul.
Belo
Desde 1993, Belo era vocalista do grupo Soweto. Em 2000, entrou em carreira solo com o álbum Desafio. Em 2001, lançou seu primeiro disco ao vivo da carreira.
- Domingo, 15 de janeiro
Maria Cecília & Rodolfo
Maria Cecília & Rodolfo é uma dupla de música sertaneja universitária. Em 2010, Maria Cecília e Rodolfo lançaram o novo single do novo Cd/DVD, a canção "O Troco", com participação de integrantes do grupo de pagode Exaltasamba.
- Quinta-feira, 19 de janeiro
Fernando & Sorocaba
Fernando & Sorocaba é uma dupla de cantores de música sertaneja. Em 2008, a consagração da dupla chegou com o lançamento do CD e DVD Bala de Prata. A dupla foi certificada pela ABPD com Disco de Ouro pelo DVD Bala de Prata, que vendeu mais de 10 mil cópias no Brasil.
- Sexta-feira, 20 de janeiro
Luan Santana (Abertura de Conrado & Aleksandro)
Luan é um cantor e compositor de música sertaneja. Atualmente o cantor tem dois Discos de Platina pela ABPD, pelos álbuns Luan Santana - Ao Vivo de formato CD e em DVD. O cantor já figurou entre os mais populares da internet logo a frente de cantores como 50 Cent, Coldplay, Britney Spears e Kesha na parada Social 50 da Billboard.
- Sábado, 21 de janeiro
Latino
Latino é um cantor popular brasileiro. O próximo projeto intitulado "Junto e Misturado 2 - Festa Universitária Ao Vivo" tem previsão de lançamento para março de 2011 pela gravadora Som Livre. Foi gravada com a dupla Alan & Alisson.
- Sexta-feira, 27 de janeiro
Daniel
Daniel é um ator e cantor de música sertaneja. Em setembro de 2011, Daniel lançou seu novo CD, gravado pela Sony Music, "Pra ser Feliz". O CD tem algumas canções inéditas, e regravação de alguns sucessos como: "Do Fundo do meu Coração" de Roberto Carlos em parceria com Erasmo Carlos. O CD também contêm os singles "Eu Amo Amar Você" e o sucesso, "Tá no Coração" primeiro single do novo trabalho.
- Sábado, 28 de janeiro
Alexandre Pires
Alexandre Pires é um cantor e compositor brasileiro. Em 2010, Alexandre gravou cd de inéditas, intitulado Mais Além. O álbum extraiu os sucessos "Eu Sou o Samba" que conta com a participação de Seu Jorge e as baladas "Quem é Você" e "Erro Meu". O álbum rendeu um CD/DVD ao vivo: Mais Além - Ao Vivo.
Por Jaqueline de Marco, MTB: 52.981
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Av. Pres. Castelo Branco, 3507-3679 - Praia Grande - São Paulo, 11702-700, Brasil
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Organiza o Natal
Carlos Drummond de Andrade
Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.
Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.
Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
História de Praia Grande #1
A história da sua formação está intimamente ligada à de São Vicente, da qual foi Distrito
até 1966, quando o Supremo Tribunal Federal, examinando recurso extraordinário pela
emancipação, não fora a citada medida judicial.
Essa emancipação, contudo, foi fruto de longa luta, iniciada no bairro de Solemar, em
1953, por Júlio Secco de Carvalho, sustentada mais tarde por Oswaldo Toschi, por Nestor Ferreira da Rocha, e seguida por centenas de outros nomes da sociedade local, políticos, profissionais liberais, etc., junto ao Governo do Estado, Assembléia Legislativa e mais tarde, na Justiça do Estado e Federal.
O progresso de praia Grande está também ligado ao nome da família Andraus, que idealizou e construiu o bairro de Cidade Ocian, um, dos mais promissores empreendimentos modernos no povoamento da região, implantando sobre sítio inóspito, dominado mangues, antes propriedade remanescente da família de Maria da Conceição e Silva, herdada de seus antepassados no século XIX.
O topônimo Praia Grande decorre da extensa praia - cerca de 40 quilômetros - que lhe serve de divisa territorial, e que os primitivos habitantes já chamavam de “peaçabuçu”, o porto grande.
Gentílico: praia-grandense
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Praia Grande, pela lei estadual nº 5285, de 18-02-1959, criado com terras desmembradas do distrito de distrito de Solemar, subordinado ao município de São Vicente.
Elevado à categoria de município com a denominação de Praia Grande, pela lei estadual nº 8092, de 28-02-1964, desmembrado de São Vicente. Sede no atual distrito de Praia Grande (exlocalidade). Constituído de 2 distritos: Praia Grande e Solemar, ambos desmembrados do município de São Vicente. Instalado em 19-01-1967.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído de 2 distritos: Praia Grande e Solemar.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Fonte: IBGE
Praia Grande, São Paulo, Brasil
Via Expressa Sul - Sítio do Campo, Praia Grande - São Paulo, Brasil
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Evento cultural da OAIB é realizado com grande sucesso.
Estivemos presente na OAIB – OFICINA DE ATORES DE IGOR BARTCHEWSKY em seu evento RETROSPECTIVA OAIB 2011 alem de realizar um grande panorama cultural reuniu pessoas das ares de educação, cultura e promoções sociais para reverem os principais trabalhos deste ano, envolvendo teatro, cinema e eventos sociais. Foram selecionados 42 eventos, e o público presente pode conhecer mais profundamente as ações do PROJETO EDUCULTURAL O NOSSO PAIS PRECISA DE VOCÊ de autoria do mesmo diretor da oficina de atores de Praia Grande.
Aconteceram cenas teatrais com os atores educulturais e foram para o telão os melhores momentos do ano, onde um dos principais destaque foi o projeto de apresentações teatrais na escolas municipais da cidade, com as peças EU PRECISO SER CIDADÃOZINHO, EU PRECISO SER CIDADÃO E PAIS E FILHOS, servindo ao projeto da secretaria de educação CAMPANHA DE MOBLILIZAÇÃO PELAS ESCOLAS. estiveram presentes as pedagogas comunitárias, a chefe de divisão de ação comunitária VALKIRIA MEDEIROS DE OLIVEIRA, o secretário executivo ROBERTO ANDRADE E SILVA e o RENATO PAES que dirige o PORTO DA SABER, com a ESCOLA DE ARTES que foram homenageados por este grande trabalho de utilizar o Teatro Educultural para envolver os alunos, familiares e comunidade em uma visão de melhores posturas de cidadania.
Vale ressaltar que tanto atores como o público ficou honrado com a presença da Secretaria de Educação em nosso evento, que mostrou a valorização pela cultura e a participação nas ações culturais
Outro destaque foi o MOVIMENTO PELAS PAZ, realizado em 7 de setembro deste ano, que recebeu um vídeo no telão para ser homenageado, subiu ao palco um dos construtores deste evento, JUKA DE OLIVEIRA, que deu sua palavra em nome da COMUNIDADE DE AMIGOS DA PRAIA GRANDE, DO FACEBOOK, realizadores deste ato público, que hoje conta com mais de 4.000 participantes. Outro homenageado foi
A CASA DO POETA BRASILEIRO DE PRAIA GRANDE, representada pelo seu presidente CELSO CORREA DE FREITAS, que teceu um panorama da importância dos artistas e poetas reunidos em nossa cidade. Em destaque também ficou o jornal GAZETA DO LITORAL, que foi o patrono deste evento, viabilizando sua realização na COLONIA DE FÉRIAS DOS COMERCIÁRIOS DA VILA GUILHERMINA.
Ao final, com muita emoção foi anunciado alguns novos projetos para o ano de 2012, onde a OFICINA DE ATOES DE BARTCHEWSKY lançará uma nova peça teatral para as escolas e teatro, A INFANCIA PERDIDA, farão parte da COMISSÃO DE FRENTE DA ESCOLA DE SAMBA FOLIA 99 para o carnaval de 2012, a intenção de gravação de 2 novos filmes, e a viagem da CIA TEATRAL OS CIDADÃOS BRASILEIROS para atuações nas escolas municipais em Brasília, juntamente com uma nova peça teatral que iniciam montagem para o distrito federal. A OAIB abre vagas para os novos cursos de 2012, teatro, cinema e TV. E recebe os interessados a partir do dia 7 de janeiro. Maiores informações nos fones: (13) 88281118 97746411 e 91283749 com Igor.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Lançamento livro Minhas Pegadas na areia
Na tarde de 17 de dezembro eu posso dizer que realizei um sonho, sim o tão esperado livro Minhas Pegadas na Areia foi, finalmente, entregue ao público e teve o seu momento mágico.
Sai de casa cedo, com intenção de chegar lá e me preparar e conversar com o Eduardo, Celso Correa, Rodrigo Marcondes e a Viviane da livraria Nobel, para acertar os últimos pormenores.
A cada minuto a apreensão aumentava e a adrenalina ia junto. Por volta das três da tarde eu ja estava uma pilha, como disse no começo de minha apresentação, era como se mil borboletas regessem em meu estomago uma sinfonia, querendo, talvez, prenunciar e reafirmar uma nova teoria caos.
As quatro da tarde as cadeiras da Livraria Nobel do Boqueirão já estavam quase que todas ocupadas, já não haviam assentos livres. Beijo minha esposa e ouço falar "-Nossa! Não me lembro de nenhum outro Sarau dos Pensadores ou lançamento em que você tivesse tão nervoso."
O Celso, como de costume estava prestes a passar a voz para o editor Eduardo Bonito e, em breve, este chamaria a Cindy Araújo para ler um texto de apresentação, mas antes o nosso presidente e naquele momento, mestre de cerimônia, fazia as honras de falar do histórico da entidade Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande e cumprimentar o público presente.
Calma, respira... ouvi alguém me falar, acho que era o Marcondes. Pronto, Celso passou o microfone para o Eduardo que proferiu emocionado seu discurso, mescla de improvisação e anotação no papel eu ainda mais tenso, consegui ouvir algumas palavras, como satisfação por fechar o ano com mais de 80 títulos e algo do gênero, eu não estava pra guardar números e prestes a dar e tentar fazer o meu prórprio número. A Cynthia incia a declamação do soneto, 14 versos me separavam do meu momento de entrada a deixa seria o meu nome. Então quando já não tinha mais o que esperar e nem como fugir ou somente algo assim "....és louco, és poeta , és Fernandes.
Daí pra frente eu comecei numa entrada que muito me lembrou alguns shows de Rap que pude presenciar, logo de cara pedindo aplauso ao público que correspodeu ao bom estilo de quem nem sabia o que estava prestes a ver ouvir e naquela sequencia de rimas, críticas e pensamentos dos mais variados, enquanto tentava passar a mensagem, por dentro eu realmente queria ir para o "...Samambaia respirar ar fresco ter com os de lá um terço de prosa boa conversa...", mas já não tinha pra onde correr, o público estava ali e ávido querendo mais.
Eu era o foco das atenções e o fui por mais de uma hora que nem acredito, respondi várias perguntas, algumas com os próprios poemas inseridos no livro, outras com uma surpresa da Ludimar que trouxe uma brochura artesanal que produzi em 2003, e ali tinha muitos bons versos, pude recordar da Vera, do amigo e professor Jairo e tantas histórias de minha infância e adolescencia, que quase desmoronei quando vi nas faces de minha mãe o choro a descer cheio de emoção ou quando o Panda leu 'Péricles, o guerreiro'. Eu olhava para o Pelé e via a bolinha do olho brilhar, eu estava tocando em almas com as palavras. Segurei na cadeira, tomei a água e segui em frente.
Sai de casa cedo, com intenção de chegar lá e me preparar e conversar com o Eduardo, Celso Correa, Rodrigo Marcondes e a Viviane da livraria Nobel, para acertar os últimos pormenores.
A cada minuto a apreensão aumentava e a adrenalina ia junto. Por volta das três da tarde eu ja estava uma pilha, como disse no começo de minha apresentação, era como se mil borboletas regessem em meu estomago uma sinfonia, querendo, talvez, prenunciar e reafirmar uma nova teoria caos.
As quatro da tarde as cadeiras da Livraria Nobel do Boqueirão já estavam quase que todas ocupadas, já não haviam assentos livres. Beijo minha esposa e ouço falar "-Nossa! Não me lembro de nenhum outro Sarau dos Pensadores ou lançamento em que você tivesse tão nervoso."
O Celso, como de costume estava prestes a passar a voz para o editor Eduardo Bonito e, em breve, este chamaria a Cindy Araújo para ler um texto de apresentação, mas antes o nosso presidente e naquele momento, mestre de cerimônia, fazia as honras de falar do histórico da entidade Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande e cumprimentar o público presente.
Calma, respira... ouvi alguém me falar, acho que era o Marcondes. Pronto, Celso passou o microfone para o Eduardo que proferiu emocionado seu discurso, mescla de improvisação e anotação no papel eu ainda mais tenso, consegui ouvir algumas palavras, como satisfação por fechar o ano com mais de 80 títulos e algo do gênero, eu não estava pra guardar números e prestes a dar e tentar fazer o meu prórprio número. A Cynthia incia a declamação do soneto, 14 versos me separavam do meu momento de entrada a deixa seria o meu nome. Então quando já não tinha mais o que esperar e nem como fugir ou somente algo assim "....és louco, és poeta , és Fernandes.
Daí pra frente eu comecei numa entrada que muito me lembrou alguns shows de Rap que pude presenciar, logo de cara pedindo aplauso ao público que correspodeu ao bom estilo de quem nem sabia o que estava prestes a ver ouvir e naquela sequencia de rimas, críticas e pensamentos dos mais variados, enquanto tentava passar a mensagem, por dentro eu realmente queria ir para o "...Samambaia respirar ar fresco ter com os de lá um terço de prosa boa conversa...", mas já não tinha pra onde correr, o público estava ali e ávido querendo mais.
Eu era o foco das atenções e o fui por mais de uma hora que nem acredito, respondi várias perguntas, algumas com os próprios poemas inseridos no livro, outras com uma surpresa da Ludimar que trouxe uma brochura artesanal que produzi em 2003, e ali tinha muitos bons versos, pude recordar da Vera, do amigo e professor Jairo e tantas histórias de minha infância e adolescencia, que quase desmoronei quando vi nas faces de minha mãe o choro a descer cheio de emoção ou quando o Panda leu 'Péricles, o guerreiro'. Eu olhava para o Pelé e via a bolinha do olho brilhar, eu estava tocando em almas com as palavras. Segurei na cadeira, tomei a água e segui em frente.
Deixo agora as imagens para falarem um pouco mais destes momentos:
Ainda me encontro sem palavras pra descrever tamanha é a minha satisfação e, sobretudo, uma certeza de missão cumprida. Ao ver a obra nas mãos dos amigos , conhecidos e demais convidados presentes, pude perceber que ali não era somente um lançamento do meu livro, tinha-se ali depositadas as esperanças e expectativas de muitas pessoas que, assim como eu, queriam ver e tocar pra crer que era real.
Muito obrigado a todos, sem distinção, não enumerarei nomes pra não cometer falhas, mas sobretudo, a minha familia, meus amigos, a editora e todos que puderam se fazer presentes de corpo e os que mandaram mensagens também e levarão adiante esta realidade, pois agora é outra batalha a vencer que é fazer com que novos leitores descubram e se interessem por essas "Minhas Pegadas na Areia", mas agora o exército é grande e com ele estou certo que vencerei.
Vários pronunciamentos no Lançamento Minhas pegadas na areia na livraria Nobel em Praia Grande by Osvaldo Costa
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